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Terremoto de magnitude 6 sacode Afeganistão e Paquistão e provoca momentos de pânico

Missias
27 de junho de 2026 às 11:29
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Terremoto de magnitude 6 sacode Afeganistão e Paquistão e provoca momentos de pânico

Imagem registra a destruição causada pelo terremoto de novembro de 2025 no Afeganistão. Neste sábado (27), um novo abalo sísmico de magnitude 6 voltou a atingir a região do Hindu Kush, provocando momentos de pânico entre moradores.© AFP

Sismo atingiu a região montanhosa do Hindu Kush e foi sentido em cidades dos dois países; até o momento, autoridades não divulgaram registro oficial de vítimas ou danos.

Tremor foi percebido em diferentes regiões

Um terremoto de magnitude 6 atingiu a região do Hindu Kush, no Afeganistão, neste sábado (27), provocando fortes tremores também em áreas do norte do Paquistão. Apesar da intensidade do abalo, não havia, até a publicação desta reportagem, confirmação oficial de vítimas ou prejuízos materiais.

Moradores de Cabul e de cidades paquistanesas relataram que o tremor foi prolongado, conforme informações divulgadas pela agência Reuters. O fenômeno voltou a evidenciar a elevada atividade sísmica registrada na região, considerada uma das mais instáveis do planeta.

Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), o terremoto registrou magnitude 6. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) calculou magnitude de 6,1, localizando o epicentro no nordeste afegão, a mais de 208 quilômetros de profundidade.

O sismo atingiu principalmente as províncias de Khost e Nangarhar, no leste do Afeganistão, além de ser sentido em Islamabad, capital do Paquistão, conforme informou a agência AFP.

População deixou casas às pressas

No distrito de Swat, localizado na província paquistanesa de Khyber Pakhtunkhwa, moradores relataram momentos de tensão durante o tremor.

“Foi muito forte aqui em Swat e durou bastante tempo”, afirmou o morador Daniyal Ahmad à Reuters. “As pessoas saíram de suas casas, e mulheres e crianças foram vistas chorando em pânico.”

Até o momento, as autoridades dos dois países não divulgaram balanços oficiais sobre possíveis vítimas, feridos ou danos à infraestrutura.

Região está entre as mais suscetíveis a terremotos

O episódio ocorreu poucos dias após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na Venezuela, em 24 de junho, que, segundo o balanço mais recente das autoridades locais, deixaram ao menos 920 mortos, além de milhares de feridos e desaparecidos.

Na Venezuela, os abalos provocaram o desabamento de centenas de edificações, principalmente no estado de La Guaira e na região metropolitana de Caracas. Diante da gravidade da situação, o governo decretou estado de emergência, mobilizou forças militares para apoiar os trabalhos de resgate e restringiu o acesso às áreas mais afetadas para facilitar as operações de salvamento. O número de vítimas continuou sendo atualizado à medida que equipes alcançavam localidades isoladas e removiam escombros.

Colisão de placas tectônicas explica recorrência dos abalos

Especialistas explicam que terremotos são consequência do deslocamento das placas tectônicas, grandes blocos que compõem a crosta terrestre e se movimentam sobre o manto, camada mais quente e viscosa localizada abaixo da superfície.

Quando essas placas colidem, se afastam ou deslizam umas sobre as outras, acumulam energia que, ao ser liberada repentinamente, gera ondas sísmicas.

A região do Hindu Kush figura entre as áreas de maior atividade sísmica do mundo justamente por estar situada em uma zona de colisão entre placas tectônicas, processo geológico responsável pela formação de cadeias montanhosas e pela ocorrência frequente de falhas na crosta terrestre.

O mesmo fenômeno explica a elevada incidência de terremotos em países como Chile, Japão e nas áreas próximas ao Himalaia. Na Venezuela, os recentes tremores também estão associados ao encontro entre a Placa Sul-Americana e a Placa do Caribe, uma região marcada por intensa atividade geológica.

Embora o funcionamento desses processos seja amplamente conhecido pela ciência, especialistas ressaltam que ainda não existe tecnologia capaz de prever com precisão quando um terremoto ocorrerá ou qual será sua intensidade.