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Míssil russo abre cratera em prédio residencial de Kiev: 13 mortos e alerta ucraniano por falta de interceptadores

Redacao
6 de julho de 2026 às 14:59
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Míssil russo abre cratera em prédio residencial de Kiev: 13 mortos e alerta ucraniano por falta de interceptadores

Foto: Reprodução

Cratera de 15 metros expõe fragilidade da defesa aérea ucraniana

O ataque russo executado na noite de domingo, 5 de julho de 2026 — registrado como o segundo em uma semana contra a capital ucraniana — representou o maior dano estrutural em área residencial desde o início do conflito. Imagens do local mostram um vazio de aproximadamente 15 metros de diâmetro no prédio atingido na região de Obolon, com parte da fachada desabada e apartamentos completamente destruídos. Segundo especialistas ouvidos pela ClickNews, a ausência de interceptação se deve à redução dos estoques ucranianos de mísseis Patriot e outros sistemas de defesa, cujos estoques estão concentrados em países europeus.

“Estávamos no escuro e ouvimos a explosão”: sobreviventes relatam terror em Kiev

Uma moradora identificada como Olena Petrenko, 42 anos, disse à repórter Sarah Rainsford, da BBC, que estava em casa com a filha de 8 anos quando o alarme soou. “Corremos para o porão, mas o impacto foi tão forte que a luz se apagou. Quando saímos, vimos a rua coberta de entulho e pessoas gritando”, declarou. O Ministério da Defesa da Ucrânia confirmou que, dos 23 mísseis balísticos disparados, nenhum foi neutralizado — um recorde negativo desde março de 2024, quando a Rússia intensificou os ataques com mísseis de longo alcance.

Zelensky acusa aliados de priorizar seus estoques de mísseis

Em pronunciamento transmitido na manhã desta segunda-feira, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que Moscou continuará alvejando áreas civis “enquanto os sistemas Patriot permanecerem nos estoques de nossos aliados”. Fontes diplomáticas ouvidas pela ClickNews indicam que os EUA e a Alemanha têm retido parte de seus estoques de munição para repor seus próprios arsenais, atrasando entregas à Ucrânia. A União Europeia, por sua vez, negou que haja moratória na transferência de armas, mas não detalhou prazos para a reposição dos sistemas antiaéreos.

Balanço regional eleva vítimas para 19; Rússia não comenta estratégia de ataques

Além dos 13 mortos em Kiev, outras seis vítimas foram confirmadas na região metropolitana, incluindo Bila Tserkva e Vasylkiv. O governador da região de Kiev, Serhiy Popko, declarou que “a Rússia está testando nossas defesas com ataques coordenados em curto intervalo”, referindo-se ao ataque do dia 29 de junho, que vitimou 11 pessoas. Moscou não se pronunciou sobre os alvos ou a escolha de mísseis balísticos, mas analistas internacionais sugerem que a estratégia visa desgastar a moral ucraniana e forçar negociações.

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A escassez de interceptadores já levou a Ucrânia a recorrer a drones de fabricação iraniana adaptados para interceptação, além de apelos por sistemas alternativos como o SAMP/T europeu. No entanto, especialistas em segurança alertam que, sem um fornecimento contínuo de mísseis de alta precisão, a Rússia manterá vantagem tática nos ataques a infraestrutura civil. A ClickNews apurou que, até esta data, nenhum novo carregamento de mísseis Patriot foi confirmado para julho, o que aumenta o risco de novos episódios como o registrado no fim de semana.