Vini Jr., autor do único gol marcado pela seleção até o momento, é esperança do Brasil. Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF
Seleção brasileira encara os haitianos nesta sexta-feira (19), na Filadélfia, sem Neymar e com possibilidade de alterações em todos os setores do time
A seleção brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19) com o objetivo de conquistar seu primeiro triunfo na Copa do Mundo de 2026. Após estrear com empate por 1 a 1 diante do Marrocos, a equipe comandada por Carlo Ancelotti terá pela frente o Haiti, em partida válida pela segunda rodada do Grupo C. O confronto será realizado no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, com início previsto para as 21h30 (horário de Brasília).
O treinador italiano estuda promover mudanças na formação titular em relação à equipe que iniciou o compromisso anterior. A intenção é dar maior consistência ao time e aumentar o poder ofensivo diante de um adversário considerado tecnicamente inferior.
Defesa e meio-campo podem ter novidades
Entre as alterações analisadas pela comissão técnica está a entrada de Danilo na zaga, ocupando a vaga de Ibañez. No setor de meio-campo, Fabinho aparece como principal opção para substituir Casemiro, oferecendo características mais voltadas à marcação e à distribuição de jogo.
Já no ataque, Matheus Cunha pode receber uma oportunidade entre os titulares no lugar de Igor Thiago. Outra modificação em avaliação envolve Luiz Henrique, que disputa posição com Lucas Paquetá. Caso a troca seja confirmada, Ancelotti poderá escalar uma equipe com perfil mais agressivo, utilizando quatro jogadores de vocação ofensiva.
Neymar permanece fora da equipe
Enquanto algumas peças retornam ao grupo, Neymar segue afastado dos gramados. O camisa 10 continua em processo de recuperação física e não estará à disposição para o confronto diante do Haiti.
De acordo com informação divulgada pela CBF na quinta-feira (18), o atacante permaneceu em Nova Jersey e não acompanhou a delegação à Filadélfia. Segundo a entidade, a decisão foi tomada para que o jogador pudesse permanecer no local “para otimizar a fase final do seu processo de recuperação”.
Por outro lado, Raphinha e Gabriel Magalhães devem ficar disponíveis para o duelo.
Dessa forma, a provável escalação brasileira conta com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Fabinho e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.
Haiti aposta em experiência e força física para surpreender
Embora chegue como azarão ao confronto, o Haiti possui atletas que merecem atenção da defesa brasileira. Um dos principais nomes é Wilson Isidor, atacante que atua no futebol inglês e figura entre os jogadores mais experientes do elenco.
Outra referência ofensiva é Frantzdy Pierrot. Com 1,94 metro de altura, o centroavante se destaca pelo jogo aéreo e costuma ser uma das principais armas da equipe nas bolas levantadas à área adversária.
No meio-campo, Jean-Jacques possui uma trajetória ligada ao futebol brasileiro. Em 2016, ele participou da Copa São Paulo de Futebol Júnior defendendo o Pérolas Negras, clube criado com o objetivo de estreitar os laços entre Brasil e Haiti durante a atuação da missão de paz da Organização das Nações Unidas no país caribenho.
Retrospecto favorece amplamente a seleção brasileira
Dona de cinco títulos mundiais, a seleção brasileira busca conquistar a sexta estrela e encerrar um período de 24 anos sem levantar a taça da Copa do Mundo. O último título foi obtido em 2002.
O Haiti, por sua vez, vive uma realidade bastante diferente. A edição de 2026 representa apenas a segunda participação da equipe em Mundiais. A estreia aconteceu em 1974, na então Alemanha Ocidental, quando os haitianos foram eliminados ainda na fase de grupos após três derrotas. Na ocasião, a seleção marcou dois gols e sofreu 14 diante de Polônia, Argentina e Itália.
O histórico de confrontos também demonstra ampla superioridade brasileira. As duas seleções se enfrentaram três vezes ao longo da história, e todas terminaram com vitória da equipe verde e amarela.
O primeiro encontro ocorreu em 1974, em amistoso vencido pelo Brasil por 4 a 0. Trinta anos depois, em 2004, as equipes voltaram a se enfrentar e os brasileiros aplicaram nova goleada, desta vez por 6 a 0.
O duelo mais recente aconteceu durante a fase de grupos da Copa América de 2016. Na ocasião, a seleção brasileira venceu por expressivos 7 a 1. Apesar do resultado elástico, tanto Brasil quanto Haiti acabaram eliminados ainda na primeira fase da competição.
Haiti ocupa a última posição entre as seleções presentes na Copa
Além da diferença histórica entre as equipes, os números mais recentes reforçam o favoritismo brasileiro. Após a primeira rodada do Mundial, o Haiti passou a ocupar a última colocação entre todas as seleções participantes da competição no ranking da Fifa.
Antes do início da Copa, a Nova Zelândia aparecia na última posição entre os classificados para o torneio, enquanto os haitianos ocupavam a penúltima colocação. O cenário mudou após o empate por 2 a 2 dos neozelandeses contra o Irã, resultado que rendeu 14,46 pontos à equipe da Oceania e permitiu sua ascensão para a 82ª posição da classificação mundial.
Ao mesmo tempo, Curaçao sofreu uma goleada por 7 a 1 diante da Alemanha, perdeu 7,77 pontos e caiu para o 83º lugar.
Já o Haiti registrou a maior queda entre as seleções envolvidas nessa disputa. A derrota por 1 a 0 para a Escócia provocou uma perda de 15,43 pontos, fazendo a equipe despencar para a 85ª colocação e assumir a lanterna entre os participantes do torneio.
Diferença para o Brasil supera 480 pontos no ranking da Fifa
A distância entre brasileiros e haitianos também aparece de forma expressiva na classificação da Fifa. Enquanto o Brasil ocupa a sexta posição mundial, com 1.765,34 pontos, o Haiti soma 1.277,67.
A diferença entre as seleções chega a 487,67 pontos, evidenciando o contraste entre os dois adversários que medem forças nesta rodada da Copa do Mundo.
O ranking da Fifa utiliza o sistema SUM para calcular a pontuação das seleções. O método leva em consideração fatores como desempenho em campo, importância da competição disputada e expectativa de resultado antes de cada partida. Em torneios de grande relevância, como a Copa do Mundo, as oscilações costumam ser mais significativas devido ao peso elevado atribuído aos confrontos.

