Carne bovina e frango lideram alta em meio ao ‘efeito Copa’
Desde a última edição da Copa do Mundo, em dezembro de 2022, os preços dos principais itens consumidos durante transmissões esportivas sofreram reajustes expressivos. Enquanto a linguiça manteve-se estável, a carne bovina subiu 9%, o frango avançou 18%, e o pão de alho registrou alta de 15%. A cerveja, por sua vez, acompanhou a tendência inflacionária, com variações regionais ainda mais acentuadas em estados com forte tradição de consumo durante o evento.
Cenário econômico pressiona gastos das famílias
A escalada dos preços reflete um contexto de inflação persistente, câmbio desvalorizado e aumento nos custos de produção — especialmente no setor de proteína animal, afetado por questões climáticas e logísticas. Para consumidores, o impacto é direto: uma refeição típica de churrasco, que em 2022 custava cerca de R$ 50,00, pode superar R$ 60,00 em 2026, considerando a média nacional. Especialistas alertam que a tendência pode se agravar com a aproximação da próxima edição do torneio, em julho de 2026.
O que dizem os números?
Segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o grupo ‘alimentação e bebidas’ acumulou alta de 24,3% entre dezembro de 2022 e junho de 2026. No mesmo período, o subgrupo ‘carnes’ registrou variação de 15,7%, enquanto ‘pães e cereais’ avançou 20,1%. A cerveja, incluída na categoria ‘bebidas’, teve reajuste médio de 12%, mas em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, o preço por lata ou garrafa pode ultrapassar R$ 6,00 — um salto de mais de 30% em relação a 2022.

