O capitão da Seleção Marroquina de Futebol, Achraf Hakimi, será julgado na França sob a acusação de estupro. A decisão foi confirmada pela promotoria pública de Nanterre, subúrbio ocidental de Paris, após um juiz instrutor ter determinado o início do processo judicial em fevereiro de 2026. Hakimi, que nega veementemente as acusações, enfrentou recentemente uma tentativa frustrada de arquivar o caso por meio de recurso.
Acusações remontam a 2023 e investigação teve início dois anos atrás
A vítima, então com 24 anos, alega ter sido estuprada na residência do atleta em Paris, no ano de 2023. A investigação preliminar foi aberta pela promotoria de Nanterre em março daquele ano, após a denúncia formal. O caso ganhou relevância após Hakimi ser selecionado para liderar a equipe marroquina em partidas oficiais, incluindo a segunda fase da Copa do Mundo.
Hakimi acusa sistema judiciário de perseguição midiática e judicial
Em pronunciamento nas redes sociais publicado na última sexta-feira (13), Hakimi declarou: “O sistema judiciário olhou nos meus olhos e disse: ‘Se você não fosse famoso, nunca teria havido um caso'”
“Escolhi permanecer em silêncio por anos. Acreditei que manter minha dignidade, ser paciente e confiar no sistema judiciário levaria às decisões corretas. Hoje, uma história que não é minha está sendo contada à custa da minha família, da minha vida e, acima de tudo, da verdade. Às vezes, sinto que me tornei um alvo fácil”.
Defesa do atleta e contexto legal
Apesar das acusações, Hakimi mantém sua inocência e aguardava ansiosamente pelo julgamento desde o início das investigações. O caso ocorre em um momento crítico para o jogador, que liderará a seleção marroquina na partida contra a Escócia na Copa do Mundo, marcada para este sábado (20 de junho de 2026).
Enquanto aguarda o desfecho processual, o atleta enfrenta não apenas as implicações legais, mas também um cenário de intensa pressão midiática e reputacional, com potenciais impactos em sua carreira profissional e imagem pública.

