Liquidação extrajudicial: BC age contra Sefer Investimentos por risco sistêmico
O Banco Central (BC) decretou, nesta sexta-feira (26 de junho de 2026), a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos DTVM, empresa sob suspeita de atuar como peça-chave no esquema de fraudes associado ao Banco Master. A medida, baseada no “grave comprometimento da situação econômico-financeira” da instituição, visa proteger credores quirografários expostos a riscos anormais, além de responder a “graves violações às normas que regem o setor”, conforme detalha o ato oficial.
A decisão do BC reflete a intensificação das ações regulatórias no caso, que já resultou na indisponibilidade dos bens de Benjamin Botelho de Almeida — acusado de operar como elo central entre o Master e o ecossistema de fundos suspeitos. A medida ocorre em paralelo à segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga a teia de transações irregulares envolvendo títulos podres e estruturas de investimento fraudulentas.
Operador financeiro do Master: Alvo principal da indisponibilidade
Além da liquidação da Sefer, o BC determinou a indisponibilidade dos bens de Botelho de Almeida nesta sexta-feira (26), reforçando o cerco às operações que, segundo as autoridades, teriam como objetivo ocultar perdas e desviar recursos. As investigações sugerem que Almeida atuava como “cérebro” da rede, coordenando fundos de investimento e transações questionáveis ao lado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ambos já alvo de inquéritos criminais.
A decisão do BC marca um novo capítulo na crise do Master, cujos reflexos já atingem investidores e credores, enquanto as autoridades buscam desmantelar uma das maiores redes de fraude do sistema financeiro brasileiro nos últimos anos. Acompanhe os desdobramentos desta investigação, que pode redefinir os padrões de fiscalização do setor.

