Governador afirma que unidades em construção deverão estar concluídas até o fim do próximo ano e sustenta que expansão da rede estadual mudou o atendimento de casos de maior complexidade em Mato Grosso
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (16) que pretende concluir até o fim de 2027 os hospitais que ainda estão em construção no Estado. Segundo ele, além da execução das obras, o governo já trabalha na aquisição de equipamentos e mobiliário necessários para colocar as novas estruturas em funcionamento.
As declarações foram dadas durante entrevista à TV Centro América, na qual Pivetta apresentou a ampliação da rede hospitalar como um dos principais eixos da política estadual de saúde.
Ao tratar dos empreendimentos em andamento, o governador mencionou os hospitais de Juína, Confresa e Tangará da Serra, além do novo Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá. De acordo com Pivetta, parte significativa das obras já foi executada.
“Os que estão começados, serão terminados até o final do ano que vem. Tem cerca de 70% a 80% das obras feitas. Estamos providenciando mobiliário e comprando os equipamentos. É importante lembrar que não tínhamos infraestrutura de saúde de alta complexidade em Mato Grosso. Em Cuiabá, não tínhamos hospital”, relatou.
Hospital Central é citado como referência para expansão da rede
Durante a entrevista, Pivetta associou a estratégia de ampliação dos serviços especializados à retomada e conclusão do Hospital Central, em Cuiabá, cuja estrutura permaneceu durante décadas sem conclusão.
A unidade possui cerca de 32 mil metros quadrados de área construída e 287 leitos. A administração está sob responsabilidade do Einstein Hospital Israelita, contratado pelo Governo do Estado para a gestão hospitalar.
Pivetta afirmou que a escolha da instituição teve como objetivo estabelecer um novo padrão de atendimento na rede pública mato-grossense.
“Inauguramos o Hospital Central, que é o melhor hospital público do Brasil. Ficou 34 anos parado e está funcionando sob a gestão do Einstein, que é uma das empresas mais conceituadas do mundo em gestão hospitalar. Trouxemos o Einstein justamente por isso: para subir o sarrafo da qualidade de saúde no estado de Mato Grosso”, ressaltou.
A classificação do Hospital Central como “o melhor hospital público do Brasil” corresponde à avaliação feita pelo próprio governador durante a entrevista.
Governo aposta em descentralização da alta complexidade
Pivetta também afirmou que a política estadual busca ampliar a responsabilidade direta do Estado sobre procedimentos de maior complexidade, historicamente concentrados em poucos centros de atendimento.
Na avaliação do governador, a abertura de novas unidades no interior permitirá reduzir deslocamentos de pacientes até Cuiabá e ampliar a oferta regional de serviços especializados.
“Os hospitais regionais que estamos entregando são do mesmo padrão do Hospital Central. O Estado de Mato Grosso, definitivamente, chamou para si a responsabilidade da alta complexidade. Estamos construindo e prestando serviços”, completou.
A Secretaria de Estado de Saúde vem executando projetos de expansão da rede hospitalar em diferentes regiões. As unidades de Confresa, Juína e Tangará da Serra foram concebidas para atendimento de média e alta complexidade, enquanto o novo Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá, integra uma estrutura distinta, construída em parceria entre o Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso.




