A Câmara dos Deputados consolidou na última terça-feira (09/06/2026) um marco nas relações comerciais do Brasil ao aprovar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). O Projeto de Decreto Legislativo 570/26, relatado pelo deputado David Soares (Pode-SP), foi encaminhado ao Senado para análise final, representando um avanço na estratégia de inserção internacional do país.
Acordo amplia acesso a mercados de alto poder de compra
O tratado, assinado em setembro de 2025 no Rio de Janeiro, abrange comércio de bens e serviços, investimentos, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável. Segundo o relator, a parceria deve fortalecer a posição do Mercosul em negociações com economias desenvolvidas, além de abrir novas oportunidades para exportadores brasileiros em setores de maior valor agregado.
EFTA: um bloco de US$ 1,4 trilhão em PIB e 15 milhões de consumidores
Os quatro países do bloco — Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça — somam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 1,4 trilhão e uma população de 15 milhões de habitantes. Em 2025, o intercâmbio comercial entre o Brasil e a EFTA atingiu US$ 7,76 bilhões, volume que o acordo poderá expandir significativamente nos próximos anos.
Próximos passos: Senado decide o futuro do tratado
Com a aprovação na Câmara, o texto agora depende da análise do Senado Federal. Caso seja ratificado, o acordo entrará em vigor após cumprir trâmites internos em todos os países signatários. Especialistas destacam que a medida pode reduzir barreiras tarifárias e não-tarifárias, beneficiando setores como agroindústria, tecnologia e manufaturados.




