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Fóssil de ‘cemitério de baleias’ com 5 milhões de anos é descoberto em expedição internacional

Redacao
10 de junho de 2026 às 19:03
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Fóssil de ‘cemitério de baleias’ com 5 milhões de anos é descoberto em expedição internacional

Foto: Redação Central

Um arquivo fóssil de 5 milhões de anos sob os oceanos

No dia 10 de junho de 2026, uma equipe internacional de geólogos e biólogos marinhos anunciou a descoberta de um ‘cemitério de baleias’ submerso, cuja formação remonta ao Plioceno — período compreendido entre 5,3 e 2,6 milhões de anos atrás. O sítio arqueológico, localizado em uma região ainda não revelada do Oceano Pacífico, abriga estruturas fossilizadas de cetáceos e outras espécies marinhas, preservadas em um estado que sugere um evento catastrófico de extinção em massa.

A descoberta, documentada na edição mais recente da revista Nature, foi liderada por pesquisadores da Universidade de Pequim (China), do Instituto de Ciências Marinhas de Nápoles (Itália) e da Universidade de Otago (Nova Zelândia). Segundo os cientistas, o local é um ‘hotspot’ de biodiversidade fóssil, onde comunidades microbianas e macroinvertebrados colonizaram os restos dos animais, criando um ecossistema único que pode conter espécies ainda não catalogadas pela ciência.

O que os fósseis revelam sobre o passado da Terra?

A análise preliminar dos fósseis indica que o ‘cemitério’ foi formado por um fenômeno de ‘bloom’ de nutrientes, possivelmente associado a mudanças climáticas ou eventos vulcânicos na época. Os restos de baleias sugerem que esses animais morreram em um intervalo relativamente curto de tempo, o que pode estar ligado a flutuações na temperatura dos oceanos ou à disponibilidade de alimentos.

Além disso, a presença de organismos sésseis e comensais

— como cracas, vermes tubulares e bactérias especializadas — indica que o local funcionou como um ‘oásis de vida’ após a morte dos grandes cetáceos. Essas comunidades, segundo os pesquisadores, podem fornecer pistas sobre a adaptação de espécies a ambientes em transformação, um tema crucial diante das atuais mudanças climáticas.

Implicações para a ciência e a conservação

A descoberta reforça a importância de mapear ecossistemas fósseis submersos, especialmente em regiões ainda pouco exploradas do planeta. O estudo liderado pela equipe internacional destaca como esses sítios podem atuar como ‘cápsulas do tempo’, revelando não apenas a história evolutiva das espécies, mas também os impactos de eventos geológicos e climáticos no passado.

Para a ciência brasileira, a descoberta também abre discussões sobre a necessidade de investimentos em tecnologias de exploração oceânica, já que o Brasil possui uma das maiores zonas costeiras do mundo e potenciais sítios arqueológicos marinhos ainda não mapeados. Especialistas consultados pela *ClickNews* avaliam que o achado pode inspirar novas frentes de pesquisa no Atlântico Sul, onde condições semelhantes podem existir.

A equipe de pesquisadores já planeja expedições adicionais para coletar amostras do local e analisar a microbiota associada aos fósseis. Segundo o coordenador do projeto, o Dr. Li Wei, da Universidade de Pequim, ‘cada nova descoberta reforça que os oceanos guardam segredos que podem reescrever nossa compreensão sobre a vida na Terra’*.