O confronto direto entre os Estados Unidos e o Irã atingiu seu segundo dia consecutivo na manhã desta quinta-feira (11/06), com a troca de ataques aéreos e marítimos em uma das regiões mais estratégicas do globo: o Golfo Pérsico. Segundo comunicado do IRGC, dois petroleiros foram alvejados após o regime iraniano declarar, ainda na noite de quarta-feira (10/06), o fechamento total do Estreito de Ormuz — rota que escoa cerca de 20% do petróleo mundial — a todos os tipos de embarcações.
Teerã acusa Washington de provocação após sanções recentes
A decisão iraniana de ‘bloquear’ a passagem, não verificada por terceiros até o momento, surge em meio a uma ofensiva de ataques a alvos vinculados ao IRGC no Iraque e na Síria, atribuídos a forças estadunidenses. Fontes não identificadas do Departamento de Defesa dos EUA negaram envolvimento em eventos recentes no Estreito, mas confirmaram a manutenção de sua presença militar na região como ‘resposta a ameaças preexistentes’.
Impacto imediato nos mercados energéticos e riscos geopolíticos
A escalada provocou queda acentuada nos preços do petróleo Brent — principal benchmark global — nas primeiras horas do dia, com contratos futuros registrando recuo de 3,2% antes de uma leve recuperação. Analistas do setor destacam que, mesmo sem confirmação de danos aos petroleiros, a retórica iraniana já é suficiente para gerar volatilidade nos mercados, enquanto a Casa Branca estuda novas sanções contra a liderança do IRGC. A União Europeia, por sua vez, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para esta sexta-feira (12/06), visando evitar uma escalada descontrolada.
Cenário de risco: o que esperar nas próximas 72 horas
Especialistas em segurança internacional alertam para três possíveis desdobramentos: 1) Um cessar-fogo negociado sob pressão internacional; 2) Um ataque direto a infraestrutura petrolífera iraniana; ou 3) Uma resposta massiva dos EUA a novos incidentes no Estreito, o que poderia arrastar outros atores regionais — como Israel e Arábia Saudita — para o confronto. A China, principal compradora de petróleo iraniano, já emitiu nota pedindo ‘moderação máxima’ e advertiu que quaisquer medidas que afetem o livre trânsito marítimo serão consideradas uma ‘linha vermelha’.



