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Dono da Baires Fly revela que voo de Flávio Bolsonaro custou US$ 150 mil e foi pago por intermediário nos EUA

João Oliveira
30 de outubro de 2026 às 05:46
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Dono da Baires Fly revela que voo de Flávio Bolsonaro custou US$ 150 mil e foi pago por intermediário nos EUA

Foto: reprodução

Jason Miller, assessor de Trump, teria contratado avião

A identidade de quem organizou o transporte de Flávio Bolsonaro continua sendo uma das principais questões envolvendo a viagem.

Segundo os jornais americanos The New York Times e The Wall Street Journal, o avião teria sido contratado por Jason Miller, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A informação, porém, não foi confirmada pelo proprietário da Baires Fly.

Luis Grande afirmou à AFP que não conhece a pessoa responsável pela contratação do intermediário. Segundo ele, o próprio intermediário também disse não conhecer anteriormente quem solicitou o serviço.

A Casa Branca não se pronunciou sobre a possível participação de Miller na organização do voo.

O nome do intermediário já havia sido mencionado pelo jornal argentino Perfil, que publicou informações sobre a contratação da aeronave com base em fontes não identificadas.

Como Flávio Bolsonaro deixou o Brasil?

De acordo com autoridades argentinas, Flávio Bolsonaro atravessou a fronteira terrestre entre o Brasil e a Argentina na noite de terça-feira (27).

O senador passou pelo controle migratório e seguiu para o aeroporto de Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones, de onde embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos.

Segundo informações divulgadas pela AFP, o voo estava inicialmente previsto para segunda-feira, mas foi adiado para terça. A decolagem ocorreu depois da meia-noite.

Ainda não se sabe como Flávio Bolsonaro se deslocou de Brasília até a região da fronteira.

Veículos de comunicação argentinos informaram que uma caminhonete filmada nas proximidades do aeroporto poderia estar transportando o senador. Entretanto, uma fonte do setor aeronáutico afirmou à AFP que, naquele momento, ele já estava dentro do avião, após utilizar outro acesso.

O chefe de gabinete do governo argentino, Diego Santilli, negou que houvesse qualquer irregularidade na passagem da família Bolsonaro pelo país.

Segundo o governo argentino, não existia impedimento migratório nem alerta da Interpol que impedisse o embarque.

A AFP também informou ter tido acesso a um documento do voo que indica que Flávio Bolsonaro utilizou um passaporte italiano.

Por que Flávio Bolsonaro deixou o país?

A saída do senador ocorreu após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de seus passaportes, no âmbito de uma investigação envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro.

Como os documentos não foram entregues no prazo estabelecido, os passaportes brasileiros foram cancelados pelas autoridades.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades e não reconheceu a derrota para Lula na eleição presidencial de domingo.

Após chegar aos Estados Unidos, o senador voltou a questionar o resultado da votação e denunciou uma suposta “fraude eleitoral”, apesar de não haver comprovação de irregularidades capazes de alterar o resultado.

O Partido Liberal (PL), legenda de Flávio Bolsonaro, reconheceu a vitória de Lula.

O senador também afirmou que pretende “liderar” a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos.

O que Donald Trump disse sobre a fuga?

A presença de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos ocorre em meio a novas declarações de Donald Trump sobre a eleição brasileira.

Nesta quinta-feira (29), o presidente americano voltou a questionar o processo eleitoral, embora tenha afirmado que não interferiu na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

“Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha”, declarou Trump.

Na quarta-feira (28), o republicano já havia afirmado que não pretendia se envolver diretamente na situação do senador brasileiro, mas classificou a eleição como “estranha”.

O governo brasileiro, por sua vez, tem evitado ampliar o confronto diplomático com Washington.

Segundo um interlocutor do presidente Lula ouvido pela AFP sob condição de anonimato, a orientação em Brasília é reagir com “sobriedade e pragmatismo” às manifestações de Trump.

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