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Yone Novais e Alexandre Assis namoraram por três meses (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Veja o que já se sabe sobre os assassinatos de Yone Novais e do ex-namorado dela

Polícia diz que auxiliar administrativa foi morta a tiros em Trindade pelo ex, Marcos Alexandre, e que homem foi assassinado em seguida por colega que o ajudou a fugir do local do crime.

Polícia Civil de Goiás continua trabalhando para esclarecer detalhes sobre os assassinatos da auxiliar administrativa Yone Gloria da Cunha Novais, de 21 anos, e do ex-namorado dela, Marcos Alexandre Assis, de 31. Os crimes aconteceram na terça-feira (13). Dois inquéritos correm em paralelo, um para cada crime.

Os delegados responsáveis pelos casos defendem que Marcos Alexandre Assis matou Yone, em Trindade, e, pouco depois, foi morto pelo colega com quem havia pegado carona. Identificado como Deyvid Rodrigues Gomes Chaves, trabalhador autônomo de 28 anos, o colega está preso e vai responder em ambos os casos. Ele nega envolvimento.

Veja abaixo o que já se sabe sobre as mortes de Yone e do ex-namorado:

  • Quando e onde aconteceu?

Yone tinha acabado de tirar o intervalo e ia almoçar quando foi assassinada na escada que dá acesso à empresa Magnificat, de linhas telefônicas empresariais, no centro de Trindade. O crime ocorreu às 12h de terça-feira (13).

Já Marcos Alexandre teria morrido menos de uma hora depois de atirar contra Yone. O corpo dele foi encontrado com um tiro, na porteira que dá acesso à chácara do tio dele, em Abadia de Goiás, cidade localizada a 15 km de distância de Trindade.

Yone Novais foi morta em frente ao local onde trabalhava em Trindade (Foto: Paula Resende/G1)
Yone Novais foi morta em frente ao local onde trabalhava em Trindade (Foto: Paula Resende/G1)
  • Quem cometeu os crimes e por qual motivo?

A Polícia Civil não tem dúvidas em relação a quem matou Yone. Familiares da jovem contaram que eles namoraram por três meses e que o relacionamento era conturbado. Após o fim, Marcos Alexandre teria feito ameaças.

“Ele [Marcos Alexandre] não aceitava o término do relacionamento. O motivo está bem claro para mim. A testemunha o reconheceu, não tenho dúvida de que foi ele”, disse o delegado responsável pelo feminicídio da jovem, Vicente César Stabile.

O policial avalia que Marcos Alexandre tinha perfil possessivo. No ano passado, ele já gravado um vídeo com suopostas ameaças a outra mulher com quem se relacionou e que o bloqueiou em redes sociais.

A investigação ainda precisa esclarecer o envolvimento de Deyvid no assassinato da auxiliar administrativa. O homem assumiu em depoimento que deu carona para Marcos Alexandre até o local onde Yone trabalhava e depois o levou para a porta da chácara do tio dele.

Para o delegado que preside o outro inquérito, Arthur Fleury, Deyvid carona para amigo assassinar ex-namorada e depois o matou. “A motivação está sendo investigada. Descartamos a hipótese de suicídio e a possibilidade de alguém ter seguido eles após o crime. Deyvid ficou ao lado do corpo se debatendo, forjando uma comoção que não nos convenceu, e foi preso pelos crimes.”

  • Como e quando o colega que ajudou na fuga foi preso?

Deyvid foi encontrado ao lado do corpo do amigo e esperou a chegada de policiais. No entanto, eles estranharam as alegações do jovem e o prenderam.

O autônomo foi levado para a delegacia de Trindade, onde prestou depoimento. No mesmo dia, foi transferido para o presídio, onde segue detido porque a juíza Luciana Abrão transformou a prisão preventiva dele em provisória.

 Autônomo deu carona para Marcos Alexandre cometer o crime em Trindade (Foto: TV Anhanguera/Reprodução )
Autônomo deu carona para Marcos Alexandre cometer o crime em Trindade (Foto: TV Anhanguera/Reprodução )
  • O que o suspeito alega?

Deyvid nega qualquer envolvimento com os crimes. Sobre a morte de Yone, o autônomo disse que não sabia da intenção de Marcos Alexandre de matar a jovem. Ele afirma que o amigo pediu carona para buscar dinheiro.

Em relação à morte de Marcos Alexandre, o jovem apresentou duas versões. Em um primeiro momento, ele afirmou que deixou Marcos Alexandre no local e pouco depois, já distante, ouviu um tiro. Depois, mudou de versão e declarou que o homem havia se matado.

Deyvid Rodrigues Gomes Chave nega envolvimento com os crimes (Foto: Sílvio Túlio/ G1)
Deyvid Rodrigues Gomes Chave nega envolvimento com os crimes (Foto: Sílvio Túlio/ G1)

“Ele viu o suicídio, quando o Marcos atirou contra si próprio. Essa é a principal tese que vamos sustentar. Ele tinha ocultado essa informação antes por medo e por pressão”, justificou o advogado dele, Ricardo Antônio Simão.

  • O que diz a perícia?

O Instituto Médico Legal ainda não divulgou os laudos. O delegado Fleury já declarou que o calibre da munição usada contra o casal é o mesmo. Ele também descartou a hipótese de suicídio.

“O caminho do projétil foi em linha reta. Geralmente, no suicídio, esse caminho não é em linha reta. Além disso, geralmente é um tiro de encosto, com a arma encostada. Nesse caso, foi de curta distância. Além do que, a arma desapareceu. É uma tese de defesa que não prospera na nossa visão”, disse.

  • Por quais crimes Deyvid pode responder?

A Polícia Civil informou que Deyvid responderá tanto por homicídio em relação a Marcos Alexandre e por feminicídio pela participação na morte de Yone. Se condenado, pode pegar uma pena que varia entre 24 a 60 anos.

Paula Resende, G1 GO