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Xi Jinping rompe protocolo: primeira viagem internacional de 2026 tem Coreia do Norte como destino estratégico

Redacao
8 de junho de 2026 às 19:10
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Xi Jinping rompe protocolo: primeira viagem internacional de 2026 tem Coreia do Norte como destino estratégico
Divulgação / DayNews

A visita de Xi Jinping à Coreia do Norte, iniciada em 8 de junho de 2026, representa um recado claro à comunidade internacional: Pequim mantém sua influência sobre Pyongyang, ainda que Moscou tenha se tornado um parceiro cada vez mais próximo da ditadura norte-coreana. A viagem, primeira de Xi ao país desde 2019, ocorre em um contexto de reconfiguração das alianças na Ásia, onde a China busca equilibrar sua relação com a Rússia sem perder o controle sobre o regime de Kim Jong-un.

O timing da viagem: um xadrez geopolítico

Analistas destacam que a decisão de Xi de priorizar Pyongyang em sua agenda externa de 2026 está diretamente ligada à escalada de tensões entre a China e os Estados Unidos, bem como à aproximação entre a Coreia do Norte e a Rússia. Desde o início da guerra na Ucrânia, Moscou tem atuado como um dos poucos aliados de Pyongyang, fornecendo apoio militar e econômico em troca de mísseis e armas convencionais. Para Pequim, que busca evitar uma aliança formal entre Rússia e Coreia do Norte, a visita de Xi é uma forma de reafirmar sua posição como principal patrocinador do regime norte-coreano.

Aliança sino-norte-coreana: mais do que retórica

Segundo declarações oficiais divulgadas pela mídia estatal chinesa, os encontros entre Xi e Kim Jong-un irão abordar temas como segurança regional, cooperação econômica e a resistência conjunta contra pressões externas. A China, que já responde por cerca de 90% do comércio exterior da Coreia do Norte, pretende consolidar sua posição como única potência capaz de conter os impulsos nucleares de Pyongyang sem romper completamente com o regime.

Consequências para a Ásia e além

A visita de Xi ocorre em um momento crítico para a estabilidade do Leste Asiático. Com a crescente militarização do Mar do Sul da China e as disputas territoriais envolvendo Taiwan, Japão e Filipinas, a China busca garantir que a Coreia do Norte continue alinhada a seus interesses estratégicos. Especialistas alertam, no entanto, que qualquer sinal de fraqueza ou divisão entre Pequim e Pyongyang poderia encorajar Kim Jong-un a buscar ainda mais apoio em Moscou, o que enfraqueceria a posição chinesa na região.