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Vapes e o câncer precoce: influenciadora relata luta aos 26 anos após dependência de cigarros eletrônicos

Redacao
1 de agosto de 2026 às 08:30
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Vapes e o câncer precoce: influenciadora relata luta aos 26 anos após dependência de cigarros eletrônicos

Foto: Arquivo Pessoal – Laura Beatriz

Trajetória de dependência: do cigarro ao vape

Laura Beatriz iniciou o consumo de cigarros aos 14 anos, influenciado por colegas durante um trabalho escolar. O que começou como um hábito esporádico tornou-se dependência aos 18, quando passou a fumar regularmente. Em 2020, após anos alternando entre cigarros convencionais e eletrônicos, migrou definitivamente para os vapes, acreditando tratar-se de uma opção menos prejudicial. A decisão, contudo, intensificou seu consumo: de algumas tragadas por semana, passou a usar o dispositivo diariamente.

Diagnóstico precoce e cirurgia de alto risco

O câncer de pulmão foi detectado antes dos 27 anos, surpreendendo a jovem que, até então, não considerava os cigarros eletrônicos como uma ameaça significativa. A doença exigiu uma intervenção cirúrgica complexa, cujas sequelas físicas e emocionais ainda acompanham Laura. Sua experiência reforça os dados sobre os malefícios dos vapes, frequentemente divulgados por órgãos de saúde, mas ainda subestimados pela população.

Conscientização como forma de reparação

Hoje, aos 26 anos, Laura Beatriz transformou sua dor em ferramenta de alerta. Em suas redes sociais, compartilha detalhes de sua trajetória, destacando como a falsa segurança dos cigarros eletrônicos mascarou os riscos reais. Seu relato ressoa em meio ao crescente uso de vapes entre jovens, especialmente aqueles que, como ela, acreditavam estar optando por uma alternativa menos nociva. A influenciadora reforça que a prevenção não deve ser adiada, independentemente da idade ou da crença na imunidade pessoal.