DayNews
Notícias

Tensão Irã-Israel derruba petróleo: Brent dispara 4,35% e supera US$ 97 após novos ataques

Redacao
8 de junho de 2026 às 09:01
Compartilhar:
Tensão Irã-Israel derruba petróleo: Brent dispara 4,35% e supera US$ 97 após novos ataques

Foto: Naty Falla

Escalada militar eleva cotação do barril em mais de 4%

Os mercados energéticos reagiram com volatilidade nesta segunda-feira (8), quando os preços do petróleo dispararam após uma sequência de ataques entre Irã e Israel. Os contratos futuros do Brent para julho — referência global — avançaram 4,35%, fechando em US$ 97,14 por barril, enquanto o WTI para agosto subiu 4,25%, alcançando US$ 94,39. A alta, embora menor do que a observada nas primeiras horas de negociação, acendeu alertas sobre a fragilidade do cessar-fogo firmado meses atrás e o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio.

Israel ataca alvos militares no Irã; Teerã responde com mísseis

Na manhã desta segunda-feira (8), a Força Aérea de Israel realizou ataques aéreos contra posições militares no oeste e centro do Irã, segundo informações das Forças de Defesa de Israel (IDF) divulgadas na plataforma X. A ofensiva ocorreu após o Irã lançar um míssil contra território israelense — o primeiro desde a implementação do cessar-fogo. A Casa Branca confirmou que o presidente Donald Trump foi notificado sobre os recentes desenvolvimentos, enquanto o mandatário afirmou, em entrevista à Fox News no domingo (7), que os ataques com mísseis “certamente não vão ajudar nas negociações” em curso.

Mercado reage à incerteza geopolítica e cenário de oferta restrita

Analistas destacam que a escalada militar adiciona pressão aos preços do petróleo, já impactados por restrições de oferta e pela redução de estoques globais. A possibilidade de um conflito aberto entre duas das maiores potências regionais — com capacidade de interromper rotas críticas de exportação — eleva o prêmio de risco nos mercados. Além disso, a postura de Trump, que já havia sinalizado ceticismo em relação a acordos com o Irã, sugere que a diplomacia pode perder espaço para uma resposta militar mais assertiva.

Ainda não há informações sobre vítimas ou danos materiais nos ataques recentes, mas a comunidade internacional monitora de perto os desdobramentos, temendo um ciclo de retaliações que possa desestabilizar ainda mais a região.