Um manual para desconstruir mitos sobre sexualidade na maturidade
O envelhecimento não demarca o fim da vida sexual, mas sim a necessidade de adaptar práticas e expectativas. Publicado em 6 de agosto de 2026, o guia ‘Sexo 60+’ reúne verbetes alfabéticos que transitam entre saúde física, inovações eróticas e estratégias para lidar com desafios como a disfunção erétil ou a redução da libido. A obra, ilustrada por Maria Francisca Mayorga, busca não apenas informar, mas desmistificar a ideia de que o prazer é exclusividade dos anos mais jovens.
Da inovação à saúde: tópicos que desafiam preconceitos
Entre os verbetes, destacam-se temas como ‘afrodisíacos modernos’, que exploram alimentos e suplementos com potencial para estimular a resposta sexual, e ‘brinquedos eróticos’, categoria que inclui dispositivos projetados para atender às necessidades anatômicas e motoras de pessoas com mobilidade reduzida. Outros verbetes abordam ‘disfunções sexuais’ sob uma perspectiva clínica, propondo soluções que vão além do uso de medicamentos — como terapias comportamentais ou exercícios de fortalecimento pélvico.
Sexualidade como direito, não como privilégio
A obra insere-se em um contexto de crescente atenção à saúde sexual da população idosa, impulsionada por dados que evidenciam a importância da intimidade para o bem-estar psicossocial. Segundo pesquisas recentes, 68% dos brasileiros acima de 60 anos consideram a vida sexual relevante para a qualidade de vida, ainda que enfrentem barreiras culturais ou falta de orientação adequada. O guia, ao abordar temas como ‘preconceito etário’ e ‘comunicação com parceiros’, reforça a sexualidade como um direito a ser exercido independentemente da faixa etária.


