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Selic e política dominam agenda da Faria Lima nesta quarta-feira, 5 de agosto

Redacao
5 de agosto de 2026 às 09:09
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Selic e política dominam agenda da Faria Lima nesta quarta-feira, 5 de agosto

Reprodução

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e o mercado financeiro operam sob expectativa alta nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, com a atenção dividida entre dois marcos domésticos: a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic e a definição do candidato a vice-presidente pela chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

Copom sinaliza trajetória da inflação com Selic em 14%

Às 18h, o Banco Central divulgará a nova meta da taxa Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano. O consenso do mercado aponta para um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 14% — uma redução marginal, mas com impacto simbólico em um cenário de inflação sob controle. O verdadeiro foco, contudo, reside no comunicado do Copom, que deve revelar as projeções do colegiado sobre o balanço de riscos para a inflação, atualmente ancorada em 3% ao ano. A manutenção da trajetória de queda dependerá da capacidade de o BC conter pressões residuais, especialmente em serviços e alimentos.

PL define vice para Flávio Bolsonaro em meio a coligações frustradas

Às 11h, o Partido Liberal (PL) anuncia o nome que ocupará o posto de vice na chapa de Flávio Bolsonaro, após tentativas frustradas de formar coligações estratégicas para a eleição de 2026. O mercado financeiro, tradicionalmente alinhado a candidatos de direita, mantém expectativas moderadas, embora tenha demonstrado insatisfação com o principal concorrente de Lula nas últimas pesquisas. A definição do vice pode sinalizar tanto uma estratégia de radicalização quanto uma tentativa de ampliar o apelo eleitoral.

Bancos anunciam balanços enquanto Itaú lidera resultados positivos

A agenda corporativa também se destaca com a publicação de balanços trimestrais, com destaque para o Bradesco, que deve apresentar seus números após a divulgação de resultados sólidos pelo Itaú Unibanco. O setor financeiro, pressionado por cenários macroeconômicos voláteis, vê nos balanços uma oportunidade de reafirmar sua resiliência ou expor fragilidades em meio a um ambiente de taxas de juros ainda elevadas. Enquanto o Bradesco avança em sua estratégia de expansão digital, outros players do setor monitoram de perto a reação do mercado à decisão do Copom.