Proposta de Orçamento prevê reajuste de 7,4% no piso nacional. Valor definitivo depende da inflação acumulada até novembro de 2026.
O salário mínimo poderá passar de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, segundo a estimativa do Executivo no projeto de Lei Orçamentária. Se confirmada, a alta de R$ 120 por mês repercutirá nos salários de quem recebe o piso nacional e no valor de benefícios sociais e previdenciários vinculados a ele.
Inflação de novembro ainda pesa no cálculo
O reajuste leva em conta a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre dezembro de 2025 e novembro de 2026, além do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025. A legislação limita a 2,5% o ganho real, ou seja, a parcela do aumento acima da inflação.
Com a divulgação do INPC pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será possível concluir o cálculo. O valor oficial será publicado no Diário Oficial da União.
Reajuste alcança benefícios sociais e previdenciários
A mudança no salário mínimo também altera o valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o piso dos benefícios previdenciários e o valor máximo do abono salarial do PIS/Pasep.
Executivo projeta superávit acima da meta
A proposta orçamentária fixa para 2027 uma meta de superávit primário de R$ 73,2 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB. A projeção do Executivo para o resultado das contas públicas é de R$ 83,4 bilhões, R$ 10,2 bilhões acima da meta.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, atribuiu a estimativa ao menor peso das despesas obrigatórias e à maior margem para administrar os gastos discricionários. Segundo ele, a projeção dispensa receitas que ainda dependeriam de aprovação do Congresso.
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