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Projeto de trabalho flexível de Flávio Bolsonaro se opõe a proposta de extinção da escala 6×1

Redação
2 de setembro de 2026 às 10:20
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Projeto de trabalho flexível de Flávio Bolsonaro se opõe a proposta de extinção da escala 6×1

Flávio Bolsonaro fala com jornalistas após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. © Getty Images

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Senado e principal nome da oposição nas pesquisas eleitorais, apresentou em maio uma proposta alternativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1, regime de 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso. Enquanto a PEC do fim da 6×1 avança no Senado após um acordo entre Davi Alcolumbre (União Brasil) e o governo federal, o parlamentar evitou, em entrevista à TV Record no último domingo (29/8), esclarecer se votará contra ou a favor da medida caso ela seja levada à votação.

Contradição entre propostas e estratégias eleitorais

A PEC que extingue a 6×1, apresentada pelo governo, tem sido tratada como prioridade na pauta do Senado, com forte apelo popular em meio ao contexto pré-eleitoral. No entanto, Flávio Bolsonaro,  optou por não se posicionar sobre o tema, limitando-se a reforçar sua alternativa, que propõe flexibilizar a jornada de trabalho sem, no entanto, eliminá-la. A estratégia parece buscar equilibrar interesses entre setores da classe trabalhadora e demandas de empresários.

Contexto político: eleições e articulações no Congresso

A movimentação em torno da PEC ocorre em um momento crítico, com eleições marcadas para renovar 54 das 81 cadeiras do Senado em outubro de 2026. Davi Alcolumbre, presidente da Casa e pré-candidato à reeleição com apoio do PT, tem buscado ampliar sua base de sustentação, inclusive entre parlamentares da oposição, o que inclui Flávio Bolsonaro. A reconciliação entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto, selada na semana passada, sinaliza uma aliança temporária para aprovar pautas de interesse comum, ainda que isso signifique confrontar segmentos da oposição que criticam a proposta.

Enquanto a PEC governista enfrenta resistência de parte da oposição, a ausência de uma postura clara de Flávio Bolsonaro sobre o tema reflete a complexidade de sua posição: aliado a setores empresariais em temas econômicos, mas também dependente do apoio de trabalhadores em sua campanha ao Senado. A indefinição pode ser estratégica, visando evitar desgaste com qualquer dos lados até o pleito do ano que vem.