Iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa, desenvolvida em parceria com a UFMT e a Seduc, aproxima estudantes das geociências e da sustentabilidade; programação prevê alcançar mais de 22 mil alunos em Mato Grosso
O projeto Educa Mineração, idealizado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), avança para uma nova etapa de atividades educacionais e deve beneficiar mais de 8 mil estudantes da rede estadual de ensino em Várzea Grande. Entre os dias 4 e 13 de novembro, oito unidades escolares do município receberão oficinas voltadas à compreensão dos recursos minerais, sua importância econômica e sua relação com o desenvolvimento sustentável.
A iniciativa reúne a Assembleia Legislativa, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em uma proposta que busca aproximar o conhecimento científico da realidade dos estudantes. As atividades serão conduzidas por professores e acadêmicos da universidade, com abordagens que relacionam mineração, geociências, preservação ambiental e aplicações dos minerais no cotidiano.
Ao incentivar o contato dos jovens com essas áreas do conhecimento, o projeto também procura ampliar a percepção sobre o papel estratégico dos recursos minerais na sociedade, estimulando o interesse pela ciência e pelas possibilidades de formação profissional relacionadas ao setor.
Oito escolas receberão atividades educativas em novembro
A segunda fase do Educa Mineração contemplará as escolas estaduais Dunga Rodrigues, Governador Dante Martins de Oliveira, José Leite de Moraes e Militar Tiradentes Tenente-Coronel Louirson Rodrigues Benevides.
Também integram o cronograma as unidades Professora Adalgisa de Barros, Professora Maria da Cunha Bruno, Cívico-Militar Ernandy Maurício Baracat de Arruda e Cívico-Militar Irene Gomes de Campos.
A organização das visitas foi definida conjuntamente pelas instituições envolvidas, levando em consideração o calendário letivo e a disponibilidade das equipes responsáveis pelas oficinas.
De acordo com a vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração da ALMT, advogada Taís Costa, o planejamento busca assegurar que as atividades sejam desenvolvidas de maneira integrada à rotina escolar, favorecendo o aproveitamento pedagógico dos estudantes.
“O calendário foi alinhado entre a UFMT, a Seduc e a Assembleia Legislativa, considerando as melhores datas para as equipes e as unidades escolares. Nosso objetivo é garantir que o projeto chegue aos estudantes de forma organizada, com atividades que despertem o interesse pelo conhecimento e pela importância dos recursos minerais no nosso dia a dia”, destacou.
Iniciativa de Max Russi amplia acesso ao conhecimento científico
A nova programação dá continuidade ao trabalho iniciado em setembro, quando o Educa Mineração promoveu seu primeiro ciclo de oficinas em cinco escolas estaduais distribuídas entre os municípios de Jaciara, Nossa Senhora do Livramento e Chapada dos Guimarães.
Com a expansão para Várzea Grande, o projeto amplia sua presença na rede pública e fortalece a proposta de inserir temas ligados à mineração e ao aproveitamento responsável dos recursos naturais no ambiente escolar.
A iniciativa defendida por Max Russi estabelece uma aproximação entre o Poder Legislativo, a universidade e a educação básica, utilizando o conhecimento técnico e científico como instrumento de formação e conscientização das novas gerações.
Cuiabá receberá oficinas em fevereiro de 2027
Após concluir as atividades previstas para novembro, o Educa Mineração interromperá temporariamente a programação em razão das férias escolares. O calendário será retomado entre os dias 15 e 24 de fevereiro de 2027, quando oito escolas estaduais de Cuiabá deverão participar das oficinas.
O planejamento também prevê a inclusão de unidades escolares dos municípios de Poconé e Tesouro, cujas datas ainda dependem de confirmação pelas instituições responsáveis.
Ao final desta edição, a expectativa é alcançar 22.637 estudantes de 24 escolas públicas de Mato Grosso, consolidando uma agenda de atividades voltada à divulgação científica e à educação ambiental.
Com a iniciativa, a Assembleia Legislativa busca contribuir para que estudantes compreendam não apenas a presença dos minerais em produtos e atividades essenciais à vida moderna, mas também os desafios relacionados à exploração responsável desses recursos e à conciliação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
( Com Aline Coêlho/ALMT )




