Sistema antigelo com falhas crônicas e gestão negligente
A Polícia Federal de São Paulo concluiu, na última quarta-feira (6 de agosto de 2026), a investigação sobre o acidente aéreo da Voepass ocorrido em agosto de 2024, que resultou na morte de 62 pessoas em Vinhedo (SP). O relatório final aponta que o acidente não foi decorrente de um único fator, mas sim de uma cadeia de omissões na manutenção do sistema antigelo da aeronave, agravada por uma cultura corporativa que priorizava a operação comercial em detrimento da segurança técnica.
Indiciados incluem presidente e equipe de manutenção
Ao todo, dezesseis profissionais foram indiciados pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e falsidade ideológica. A lista abrange desde o presidente da companhia, José Luiz Felício Filho, até diretores, gerentes e o mecânico responsável pela manutenção do sistema antigelo. As investigações revelaram que problemas recorrentes no equipamento eram de conhecimento de parte da equipe, mas não foram adequadamente registrados ou corrigidos.
Caso segue para o Ministério Público Federal
Com a conclusão das apurações, o caso será remetido ao Ministério Público Federal, que analisará as provas e decidirá sobre o oferecimento de denúncia criminal contra os indiciados. A tragédia, que se tornou a segunda maior catástrofe aérea do Brasil desde o acidente da TAM em 2007, reforça a necessidade de fiscalização rigorosa nos protocolos de segurança das companhias aéreas.


