Embarcações de bandeiras liberiana e saudita foram atacadas em intervalo de poucos minutos; não há registro de vítimas nem de danos ambientais
Dois petroleiros foram atingidos nesta terça-feira (1º) por projéteis ainda não identificados enquanto navegavam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo. A informação foi divulgada pela consultoria grega de segurança marítima Marisks.
Os ataques ocorreram em um intervalo de poucos minutos e atingiram embarcações que transportavam petróleo pela região, atualmente submetida a fortes tensões militares decorrentes do conflito no Oriente Médio.
Primeiro navio foi atingido por três projéteis
Antes da confirmação de um segundo ataque, a agência britânica de segurança marítima UKMTO havia informado que um petroleiro fora atingido por três projéteis desconhecidos no momento em que concluía a travessia pelo Estreito de Ormuz.
O incidente ocorreu a aproximadamente 31 quilômetros a leste de Khasab, cidade localizada em Omã.
“Não houve relatos de vítimas ou impactos ambientais”, afirmou a agência.
A empresa de segurança marítima Vanguard Tech identificou a embarcação como o Senegal Prosperity, que navega sob bandeira da Libéria.
Segunda embarcação tem bandeira saudita
Posteriormente, a Marisks informou à AFP que o episódio envolveu duas embarcações.
“Dois petroleiros que transportavam petróleo foram atingidos por projéteis de origem desconhecida em um intervalo de poucos minutos”, declarou a consultoria.
Segundo a empresa, o segundo navio atingido foi o Sidr, de bandeira saudita. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a autoria dos ataques ou sobre a origem dos projéteis.
Estreito de Ormuz tornou-se foco da disputa regional
Os novos incidentes ocorrem em meio ao agravamento das tensões no Estreito de Ormuz, passagem estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra parte relevante do fluxo internacional de petróleo.
Teerã mantém um bloqueio na região desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada no fim de fevereiro após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o território iraniano. Em resposta, Washington impôs restrições aos portos do Irã.
O governo iraniano também anunciou a intenção de cobrar pela passagem de embarcações na área e passou a atacar navios que, segundo Teerã, tentariam evitar a rota estabelecida pelas autoridades iranianas.
Ataques ampliaram instabilidade após cessar-fogo
A sucessão de ofensivas contra embarcações transformou o Estreito de Ormuz, anteriormente aberto à navegação internacional, em um dos pontos mais sensíveis do conflito.
Os episódios registrados na região contribuíram ainda para deteriorar o cessar-fogo firmado em abril entre Washington e Teerã, aumentando a instabilidade em uma área considerada fundamental para o abastecimento energético global.

