Foto: DW / Deutsche Welle
Turista sérvio foi hospitalizado devido a queimaduras por atrito
A bordo do voo FR7372, que realizava a rota entre Thessaloniki (Grécia) e Memmingen (Alemanha), uma janela da cabine desprendeu-se durante a decolagem, gerando uma despressurização explosiva que expôs o passageiro sérvio a condições extremas. Testemunhas relataram um estrondo seco seguido pela quebra do vidro e queda simultânea das máscaras de oxigênio. O homem, identificado apenas como um homem na terceira idade, permaneceu com o tronco para fora da aeronave por quase cinco minutos, sustentado unicamente pela reação dos demais passageiros que o puxaram de volta ao interior.
Fatores de risco em despressurização súbita
Especialistas em aviação civil entrevistados pela ClickNews destacam que o episódio reforça os protocolos de segurança para despressurização explosiva, fenômeno que pode ocorrer em altitudes superiores a 3.000 metros. A rápida expansão do ar interno — com queda de pressão equivalente a 2.500 metros em segundos — pode lançar objetos ou pessoas para fora da aeronave, mesmo com cintos de segurança. Neste caso, o acidente ocorreu a cerca de 1.500 metros de altitude, durante a fase inicial de subida.
Atrasos e medidas emergenciais
A Ryanair, em comunicado oficial emitido às 11h18 (horário de Brasília), confirmou o pouso de emergência em Thessaloniki apenas 12 minutos após a decolagem. A companhia não esclareceu se a janela danificada foi impactada por detritos do motor, conforme sugerido por passageiros em entrevistas a veículos gregos e alemães. O homem ferido recebeu atendimento médico no solo, enquanto os 142 passageiros aguardaram quatro horas e 23 minutos por uma aeronave substituta para concluir a viagem.
Investigação e possíveis culpados
Autoridades gregas da Hellenic Civil Aviation Authority (HCAA) e a Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA) já abriram inquérito para apurar as causas do incidente. Fontes ouvidas pela ClickNews indicam que a aeronave, um Boeing 737-800 com cerca de 18 anos de uso, havia passado por manutenção recente, mas não há registros de inspeções adicionais nas janelas da cabine. A Ryanair, por sua vez, limitou-se a afirmar que ‘todas as aeronaves da frota estão operacionais e dentro dos padrões regulatórios’, sem detalhar eventuais revisões pós-incidente.
Riscos em viagens low-cost e responsabilidade civil
O caso reacende debates sobre os padrões de manutenção em companhias low-cost, que operam com margens reduzidas e frotas envelhecidas. Advogados especializados em direito aéreo consultados pela ClickNews alertam que, em episódios como este, a responsabilidade civil pode recair tanto sobre a empresa aérea quanto sobre fabricantes de componentes aeronáuticos, caso se comprove negligência. A Ryanair ainda não se pronunciou sobre eventuais compensações aos passageiros afetados.
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