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Operação Armadilha mira suspeito de atrair vítimas para assaltos em Cuiabá

Missias
19 de agosto de 2026 às 07:25
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Operação Armadilha mira suspeito de atrair vítimas para assaltos em Cuiabá

PJC-MT

Investigação aponta que grupo simulava interesse na compra de produtos anunciados para marcar encontros e, em seguida, render as vítimas com armas de fogo; ao menos seis casos são apurados

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19), a Operação Armadilha, destinada ao cumprimento de mandados contra um jovem de 22 anos investigado por uma série de roubos à mão armada registrados recentemente em Cuiabá.

As medidas judiciais incluem mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Capital. As decisões foram fundamentadas em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, o investigado teria participação recorrente em assaltos cometidos com o uso de arma de fogo e atuação conjunta de outras pessoas. Até o momento, ele foi relacionado a pelo menos seis ocorrências de roubo majorado na capital.

O cumprimento das determinações judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar. A medida ocorre porque o jovem investigado é filho de um policial militar.

Encontros eram usados para atrair as vítimas

As apurações da Derf indicam que o grupo adotava uma estratégia baseada em falsas negociações. Os suspeitos entravam em contato com pessoas que anunciavam produtos para venda, demonstravam interesse na aquisição dos bens e combinavam pessoalmente um local para concluir o suposto negócio.

No momento do encontro, porém, segundo a investigação, as vítimas eram surpreendidas pelos envolvidos, que anunciavam o assalto, faziam ameaças com armas de fogo e levavam os objetos negociados.

A Polícia Civil cumpriu um dos mandados de busca e apreensão em uma residência no bairro Altos da Serra, em Cuiabá, onde o investigado mora com o pai.

Durante as investigações, uma das vítimas informou à polícia que os autores dos roubos utilizavam coletes balísticos com identificação da Polícia Militar.

Seis roubos são relacionados ao mesmo modo de atuação

Até esta quarta-feira, a Derf havia identificado pelo menos seis vítimas de crimes com características semelhantes ocorridos nos últimos dois meses em Cuiabá.

Três dos roubos investigados foram registrados entre os dias 15 e 18 de junho. O jovem também é apurado por possível participação em outras três ocorrências cometidas nos meses de julho e agosto.

Para os investigadores, a repetição do mesmo padrão de abordagem reforça a suspeita de atuação reiterada do grupo.

A Derf de Cuiabá mantém as diligências para verificar se outros crimes podem estar relacionados aos mesmos investigados, além de buscar a identificação de eventuais novas vítimas.

Nome da operação remete à estratégia usada nos crimes

O nome Operação Armadilha faz referência ao método que, segundo a Polícia Civil, era empregado pelos suspeitos para atrair as vítimas. A falsa negociação funcionaria como uma forma de levá-las até locais previamente combinados, onde eram rendidas, ameaçadas com armas de fogo e tinham seus bens levados.