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NOTA DEZ : Operação Força Total prende 14 suspeitos de assalto a banco em Brasnorte, incluindo dois policiais militares

Missias Oliveira
4 de agosto de 2025 às 16:15
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NOTA DEZ : Operação Força Total prende 14 suspeitos de assalto a banco em Brasnorte, incluindo dois policiais militares

o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri em coletiva de imprensa explanou a operação Força Total ,

Ação integrada das forças de segurança resulta em rápida resposta e desarticulação de quadrilha interestadual envolvida no roubo


Investigação ágil garante desdobramento em menos de 48 horas

Uma operação conjunta das forças de segurança de Mato Grosso resultou na prisão de 14 pessoas envolvidas no assalto a uma agência bancária no município de Brasnorte, ocorrido na última quinta-feira (31/7). Entre os detidos estão dois policiais militares, suspeitos de facilitarem a fuga dos criminosos. A ação faz parte da operação Força Total, deflagrada imediatamente após o crime.

Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (4/8), o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, destacou o êxito da força-tarefa. “Mais de 100 agentes participaram da operação. Em menos de dois dias, conseguimos localizar e prender os principais envolvidos no crime, graças ao esforço coordenado entre Polícia Militar, Polícia Civil, Perícia Técnica e Ciopaer”, afirmou.

Crime ocorreu em plena luz do dia e envolveu reféns

O roubo à agência bancária foi registrado por volta das 14h da última quinta-feira. Quatro homens armados invadiram o banco e fugiram levando dois reféns em uma caminhonete Toyota Hilux, roubada dias antes. As vítimas foram libertadas cerca de 10 quilômetros depois, na direção de Juína.

O 7º Comando Regional da PM foi o primeiro a iniciar as buscas, com reforço aéreo do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Ainda no mesmo dia, o veículo utilizado na fuga foi localizado abandonado em uma estrada vicinal da região conhecida como Cabeça de Porco.

Prisões em Rondônia e Mato Grosso envolvem núcleo operacional e colaboradores

No sábado (2/8), a Polícia Civil efetuou a prisão de seis suspeitos: quatro em Vilhena (RO) e dois em Brasnorte. A esposa de um dos criminosos também colaborou com as investigações, fornecendo detalhes que levaram à prisão de outros três envolvidos. Com isso, a operação contabilizou 11 prisões até o final daquele dia.

A partir das informações obtidas, as forças de segurança localizaram armamentos, três veículos e uma quantia em dinheiro ainda não divulgada. No domingo, um homem conhecido como “Agiota” foi preso sob a suspeita de ter escondido parte do armamento e do valor roubado. Ainda naquele dia, foi encontrado um Ford KA incendiado, supostamente usado no roubo da caminhonete empregada na fuga.

Policiais militares são presos por envolvimento direto

Dois policiais militares lotados em Brasnorte foram presos em flagrante no mesmo dia do crime por suspeita de colaborarem com a fuga da quadrilha. A Corregedoria-Geral da PM instaurou procedimento administrativo para apurar o caso. “A Polícia Militar não compactua com qualquer ato criminoso, seja dentro ou fora da corporação”, ressaltou o subchefe do Estado-Maior, coronel José Nildo de Oliveira.

As prisões dos policiais foram homologadas pela Justiça, com conversão para prisão preventiva.

Delegados detalham dinâmica do crime e afastam tese de Novo Cangaço

O delegado Gustavo Belão, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), esclareceu que o caso não se enquadra tecnicamente na tipificação de Novo Cangaço. “Apesar da violência e da ousadia, não houve emprego de armamento de alto calibre nem o nível de planejamento característico desse tipo de ação”, afirmou.

Já o delegado Cláudio Alvares Santana, da Diretoria de Atividades Especiais (DAE), destacou a importância do apoio aéreo: “Sem a atuação rápida do Ciopaer, não teríamos tido êxito com as provas ainda frescas. Essa operação mostra que não existem fronteiras quando o objetivo é capturar criminosos.”

Governo e comando da PM destacam suporte logístico

Segundo o tenente-coronel Murilo Franco, comandante do 7º Comando Regional, o sucesso da operação também se deve ao apoio do Governo do Estado. “Montamos barreiras e interditamos vias em todas as direções para impedir a fuga dos criminosos. O município foi cercado ainda nas primeiras horas após o crime”, afirmou.

Efetivo, logística e perícia

A operação contou com a participação de unidades da Força Tática de Juína, Sinop, Alta Floresta, Tangará da Serra, além de policiais de Brianorte, Campo Novo do Parecis, Bope, Ciopaer, GCCO, Core e delegacias regionais. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou exames em todos os veículos, no banco assaltado e em materiais recolhidos, para embasar o inquérito em andamento.

( Com Fabiana Mendes e Alecy Alves | Sesp-MT )

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