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Milei desembarca no Brasil para participar de convenção que oficializará candidatura de Flávio Bolsonaro

João Oliveira
24 de julho de 2026 às 15:07
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Milei desembarca no Brasil para participar de convenção que oficializará candidatura de Flávio Bolsonaro

Javier Milei confirmou sua presença na convenção partidária do PL, onde será lançada a candidatura de Flávio Bolsonaro. Foto: Mariana Nedelcu/Reuters – 16.07.2026

Presidente da Argentina não terá compromissos com representantes do governo brasileiro durante a visita

 

O presidente da Argentina, Javier Milei, desembarca no Brasil nesta sexta-feira (24) para participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), marcada para este sábado (25), em São Paulo. O encontro partidário será responsável por oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas eleições deste ano.

De acordo com informações da Embaixada da Argentina, o governo brasileiro foi previamente comunicado sobre a viagem do chefe de Estado argentino. Apesar da visita ao país, Milei não cumprirá agenda institucional com integrantes do governo federal e deve retornar à Argentina ainda no sábado, logo após a participação no evento político.

Tentativa de encontro com Jair Bolsonaro foi barrada

Nos últimos dias, integrantes da direita brasileira buscaram viabilizar um encontro entre Javier Milei e o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a passagem do argentino pelo Brasil. No entanto, a solicitação apresentada pela defesa de Bolsonaro foi rejeitada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Ao analisar o pedido, Moraes considerou que a decisão proferida na última sexta-feira (17), que manteve o direito de Bolsonaro à prisão domiciliar, mas estabeleceu restrições relacionadas a visitas e manifestações de natureza política, impede a autorização solicitada.

Restrições da prisão domiciliar permanecem em vigor

Na decisão, o ministro destacou que as condições impostas ao ex-presidente permanecem válidas e inviabilizam a realização do encontro com o presidente argentino.

Segundo Moraes, a decisão da última sexta-feira (17), que manteve o direito de Bolsonaro à prisão domiciliar, mas proibiu visitas e manifestações políticas, prejudica o pedido da defesa, “uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão em suspensão pelo prazo de trinta dias”.