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Mendonça rejeita retirada de vídeos de Lula no Planalto, mas exige justificativas do Palácio

Redação
19 de agosto de 2026 às 10:26
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Mendonça rejeita retirada de vídeos de Lula no Planalto, mas exige justificativas do Palácio

Foto: TSE

TSE mantém vídeos no ar, mas abre investigação sobre uso político no Planalto

Na última quarta-feira, 19 de agosto de 2026, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou o requerimento do PL para a imediata remoção de vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravados no Palácio do Planalto. Segundo o partido, as imagens — divulgadas em perfis pessoais do chefe do Executivo — configurariam promoção pessoal em meio ao período eleitoral, vedada pela legislação.

Em contrapartida, Mendonça determinou que a Presidência da República apresente, em caráter de urgência, informações detalhadas sobre o contexto das gravações. A medida visa subsidiar a análise sobre a existência de irregularidades, especialmente quanto ao uso de recursos públicos para fins político-partidários. A decisão não encerra o caso, mas transfere à administração federal o ônus da prova quanto ao enquadramento jurídico das imagens.

PL questiona divulgação de reuniões institucionais nas redes de Lula

O pedido do PL se concentrou em dois episódios específicos: trechos de uma reunião ocorrida em julho de 2026, quando Lula tratou de terras raras e minerais estratégicos com membros do governo, e outro encontro com dirigentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Para o partido, a publicação das imagens — ainda que em contas pessoais do presidente — teria desvirtuado eventos de natureza institucional, convertendo-os em ferramentas de projeção política.

A postura do TSE sinaliza um equilíbrio entre a liberdade de expressão e os limites impostos à publicidade governamental em ano eleitoral. Enquanto não há decisão definitiva sobre a remoção dos vídeos, a exigência de esclarecimentos por parte do Palácio reforça o rigor da Justiça Eleitoral em evitar a apropriação indevida de atos oficiais para fins de campanha.