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Mala com R$ 10 milhões em notas falsas é incinerada pela Polícia Civil após golpe milionário em Mato Grosso

Missias
1 de julho de 2026 às 10:46
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Mala com R$ 10 milhões em notas falsas é incinerada pela Polícia Civil após golpe milionário em Mato Grosso
Divulgação / DayNews

Empresário perdeu R$ 400 mil ao acreditar em falso empréstimo de R$ 10 milhões; investigação identificou grupo criminoso e resultou no indiciamento de três suspeitos

Esquema utilizava falsa promessa de crédito milionário

A Polícia Civil de Mato Grosso destruiu, na tarde desta terça-feira (30), cerca de R$ 10 milhões em cédulas falsas apreendidas durante a investigação de um sofisticado esquema de estelionato que tinha como principal estratégia a oferta de falsos empréstimos milionários. A incineração foi realizada em uma empresa localizada no bairro Jardim Industrial, em Cuiabá, por equipes da Delegacia Especializada de Estelionato.

As notas falsas estavam armazenadas em uma mala utilizada pelos criminosos para convencer vítimas de que a operação financeira era verdadeira. O material passou a integrar as provas do inquérito policial antes de ser inutilizado.

Vítima entregou R$ 400 mil e recebeu mala repleta de cédulas falsas

A investigação começou em 2024, após um empresário de Água Boa denunciar que havia sido enganado durante a negociação de um suposto financiamento de R$ 10 milhões.

Segundo a apuração, os golpistas exigiram o pagamento antecipado de uma comissão de R$ 1 milhão para liberar o crédito. Após negociações, aceitaram receber R$ 400 mil em dinheiro.

O encontro ocorreu em um hotel de Cuiabá. Na ocasião, a vítima entregou o valor combinado e recebeu uma mala que supostamente continha os R$ 10 milhões prometidos.

Somente depois de deixar o local o empresário descobriu que havia sido enganado. Ao abrir a mala, encontrou apenas notas falsas e cédulas sem qualquer valor comercial.

Polícia reuniu provas e identificou os investigados

Durante as diligências, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada no golpe e reuniu diversos elementos de prova, incluindo imagens de câmeras de segurança, registros telefônicos e outras evidências que permitiram identificar os envolvidos.

Com a conclusão do inquérito, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Bruno Palmiro, o grupo adotava uma estratégia para transmitir credibilidade e conquistar a confiança das vítimas.

“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões”, afirmou o delegado.

Investigações continuam

A Polícia Civil informou que a apuração não foi encerrada. As investigações seguem para identificar outros integrantes da organização criminosa e verificar a participação do grupo em golpes semelhantes aplicados em diferentes estados do país.