O senador Jaques Wagner (PT-BA) intensificou esforços para conter o desgaste em sua imagem após a operação da Polícia Federal deflagrada em 18 de junho, que o investigou por supostos crimes. Na última segunda-feira (23/06/2026), o parlamentar, que busca a reeleição em outubro, buscou respaldo entre aliados na Bahia, estado onde se encontra desde a deflagração da operação.
Aliados baianos na mira da estratégia de Jaques
No estado, Jaques Wagner se reuniu com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-ministro Rui Costa (PT), figuras históricas de seu círculo político. Ambos devem integrar o palanque do senador durante a campanha eleitoral, reforçando sua base de apoio local. Além disso, o petista entrou em contato com outros colegas do Senado, como o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), buscando consolidar alianças institucionais.
STF como trincheira jurídica e política
Paralelamente, Wagner protocolou recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a legalidade da operação da PF, alegando nulidade dos procedimentos. A estratégia jurídica soma-se à articulação política, em um momento crítico para o parlamentar, cuja imagem foi abalada pela investigação. A defesa do senador argumenta que a operação teria desrespeitado prerrogativas parlamentares, um ponto que será crucial nos próximos passos do processo.
Repercussão e próximos movimentos
A operação da PF contra Jaques Wagner gerou repercussão entre aliados e opositores. Enquanto setores do PT classificam a ação como perseguição política, parlamentares da oposição, como o senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da emenda de autonomia do Banco Central, já demonstraram apoio público ao petista, minimizando os impactos da investigação. O senador baiano, que mantém bom relacionamento com a ala mais moderada do Congresso, deve intensificar suas articulações nos próximos dias, buscando evitar danos irreversíveis à sua candidatura.

