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Irmã de ‘Sicário’ ameaçou destruir família Vorcaro com documentos: PF aponta chantagem e repasses irregulares

Redacao
16 de junho de 2026 às 18:43
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Irmã de ‘Sicário’ ameaçou destruir família Vorcaro com documentos: PF aponta chantagem e repasses irregulares

Daniel Vorcaro do Banco Master.Foto: Reprodução

Chantagem com provas: Joana Mourão ameaçou destruir Vorcaros com documentação

Na última sexta-feira (13/06/2026), a Polícia Federal (PF) revelou trechos de mensagens interceptadas entre Joana Mourão — irmã do traficante Luiz Philippi Mourão, o ‘Sicário’, morto na carceragem da PF de Belo Horizonte em 2025 — e Manoel Mendes Rodrigues, operador do jogo do bicho e alvo da Operação Compliance Zero. Nas conversas, Joana afirmou possuir ‘material suficiente para acabar com a família inteira’ dos Vorcaro, incluindo ameaças de expor delações de Daniel Vorcaro e de seu cunhado, além de incriminar Henrique Vorcaro em crimes financeiros.

Repasses irregulares e conluio com milicianos

Segundo a PF, Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, teria autorizado repasses financeiros a Joana Mourão para evitar o vazamento de informações. Em uma das mensagens, Joana cobrou de Manoel Mendes Rodrigues — também investigado por participação em uma milícia armada — a falta de pagamentos: ‘HV não se manifesta com nada $ (sic)‘. A situação agravou-se quando ela declarou: ‘Eu estou muito perto do abismo. E se eu for, tenho como levar ele junto. Acabo com a delação do filho, do cunhado e ainda jogo ele atrás das grades tbm (sic)‘.

Operação Compliance Zero: conexões entre jogo do bicho e milícias

As interceptações fazem parte da última fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em maio de 2026, que resultou na prisão de Henrique Vorcaro e de outros suspeitos de envolvimento em atividades ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro e formação de milícias armadas. A PF investiga se os repasses a Joana Mourão visavam obstruir investigações em andamento, configurando crime de obstrução à justiça. Documentos obtidos pela PF indicam que os valores foram repassados por intermédio de operadores do jogo do bicho, como Manoel Mendes Rodrigues, que atuaria como intermediário em transações financeiras ilícitas.

Implicações criminais e consequências para as famílias envolvidas

Ameaças como as proferidas por Joana Mourão configuram crime de extorsão, segundo especialistas ouvidos pela PF. A documentação mencionada nas mensagens ainda não foi detalhada pelas autoridades, mas pode incluir provas de crimes como tráfico de drogas, corrupção e formação de quadrilha. A PF analisa se os Vorcaro atuavam como financiadores de milícias, com repasses a Joana servindo como ‘proteção’ contra delações premiadas. Caso os documentos sejam comprovados, Daniel Vorcaro e seu pai enfrentariam acusações adicionais, além das já existentes por crimes financeiros e associação criminosa.