Barreira burocrática e acusação infundada
Na última segunda-feira, 9 de junho de 2026, o árbitro Omar Artan, portador de passaporte diplomático somali, foi submetido a interrogatório exaustivo por 11 horas pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Miami. O visto de entrada, classificado como visto único, foi rejeitado sob a justificativa de um suposto “vínculo com membros suspeitos de organizações terroristas”, sem que houvesse qualquer fundamento concreto apresentado.
Fifa assume responsabilidade e garante direitos do profissional
A entidade máxima do futebol mundial decidiu, em medida excepcional, quitar integralmente a remuneração de Artan pelo Mundial de 2026, mesmo diante de sua ausência nas partidas — uma decisão que reforça o compromisso da FIFA com a isonomia entre os árbitros nomeados para a competição. Fontes ouvidas pela BBC Sport confirmaram que a entidade não apenas arcaria com os valores devidos, como também prestou assistência logística ao profissional após sua deportação.
Artan defende integridade e sonho profissional
Em entrevista após o episódio, Artan reafirmou sua inocência e lamentou a situação que o impediu de concretizar o “maior sonho de sua vida”: apitar na Copa do Mundo. “Tinha todos os documentos em ordem. Sou apenas um árbitro tentando viver meu sonho”, declarou. O profissional, que negou qualquer relação com o grupo Al-Shabaab, relatou ter sido questionado exaustivamente sobre sua suposta conexão com a organização, sem que houvesse qualquer prova apresentada.
Após ser deportado de volta à Turquia, onde atuava como árbitro reserva, Artan retornou à capital somali, Mogadíscio, com apoio da FIFA.

