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Espanha escreve nova era de ouro: conquistas masculina e feminina nas Copas do Mundo

João Oliveira
20 de julho de 2026 às 09:02
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Espanha escreve nova era de ouro: conquistas masculina e feminina nas Copas do Mundo

Fifa/Via Getty Images

Após conquistar o título com as mulheres em 2023 na Nova Zelândia, a seleção também sagrou-se campeã nos Estados Unidos

A Espanha ergueu-se como a nova potência absoluta do futebol mundial em 19 de julho de 2026, ao garantir a conquista da Copa do Mundo Masculina de 2026 — um feito que, somado ao título feminino de 2023, cria uma era sem precedentes na história do esporte. A seleção masculina, comandada por Luis de la Fuente, superou a Argentina por 1 a 0 na final disputada em Nova Jersey, com gol histórico de Ferran Torres na prorrogação, selando o bicampeonato mundial.

A Espanha domina o planeta bola: como a hegemonia foi construída

A conquista de 2026 coroou um projeto de longo prazo que unificou a excelência técnica das categorias masculina e feminina. Enquanto a equipe feminina, treinada por Montserrat Tomé, já havia escrito seu nome na história ao vencer a Inglaterra por 1 a 0 na final de 2023, na Austrália, com gols de Alexia Putellas e Aitana Bonmatí, a seleção masculina agora fechou o ciclo ao derrotar a rivalidade argentina em uma partida de intensidade estratégica.

O gol de Ferran Torres, construído a partir de uma jogada ensaiada na área, refletiu a maturidade tática da Espanha, que dominou o jogo do início ao fim. A vitória não apenas confirmou a superioridade espanhola, mas também reafirmou o modelo de formação de jovens talentos, que tem como pilares a La Masia e a integração de atletas em ascensão.

O troféu que escapou: a Eurocopa Feminina de 2025 e a busca pela quádrupla coroa

Apesar do domínio nas Copas do Mundo, a Espanha viu a chance de uma ‘quádrupla coroa’ — títulos masculino e feminino de Copa do Mundo, Eurocopa masculina e feminina — escapar em 2025, quando a seleção feminina perdeu nos pênaltis para a Inglaterra na final da Eurocopa. A derrota, por 2 a 1 no tempo normal, deixou um gosto amargo, mas não ofuscou o brilho do título mundial conquistado dois anos antes.

Consequências globais: o que muda no futebol após a Espanha?

A hegemonia espanhola redefine as expectativas para outras seleções, que agora precisam encarar não apenas uma, mas duas potências em ascensão. Para a Argentina, atual campeã mundial e semifinalista em 2026, a derrota representa um revés em sua trajetória de sucesso liderada por Lionel Messi. Já para a Inglaterra, o vice-campeonato feminino de 2025 e a derrota na final masculina de 2026 reforçam a necessidade de repensar suas estratégias de desenvolvimento de atletas.

No Brasil, a notícia serve como alerta: a Espanha demonstrou que o controle técnico e a formação de base podem superar até mesmo o talento individual. Com a próxima Copa do Mundo Feminina agendada para 2031, a Espanha se apresenta como a principal candidata a repetir o feito, enquanto os homens buscam um tricampeonato em 2030.