Kwid E-Tech: O pioneiro elétrico com preço de entrada no usado
O Renault Kwid E-Tech, descontinuado no mercado brasileiro, já é encontrado em anúncios de usados com valores a partir de R$ 65 mil — valor praticado em junho de 2026 para unidades do ano-modelo 2023 e com aproximadamente 90 mil quilômetros rodados. O compacto elétrico entrega 65 cv de potência, torque de 11,5 kgfm e uma bateria de 26,8 kWh, capaz de percorrer até 186 km por carga segundo dados do Inmetro. Sua ausência no portfólio zero-quilômetro atual reforça a lacuna deixada pela Renault no segmento de elétricos de entrada.
Nissan Leaf: A referência usada que resiste ao tempo
O Nissan Leaf, primeiro elétrico produzido em massa no Brasil, segue como uma das poucas opções usadas disponíveis no mercado nacional em 2026, após o encerramento de sua produção local. Os preços partem de R$ 75 mil para modelos com cerca de 50 mil km, embora a autonomia real — entre 150 km e 200 km — e a obsolescência de sua bateria de 40 kWh limitem seu apelo em comparação com concorrentes mais recentes.
Outras opções: Da praticidade à performance
Além do Kwid e do Leaf, o levantamento da CNN Brasil identificou outras três opções de elétricos usados até R$ 85 mil em junho de 2026:
- BYD Dolphin (usado, 2024): Preço médio de R$ 80 mil, com 40 kWh de bateria e autonomia de 340 km (WLTP).
- Chevrolet Bolt (usado, 2022): Disponível por cerca de R$ 82 mil, motor de 204 cv e 416 km de autonomia.
- JAC iEV50 (usado, 2023): Encontrado por R$ 78 mil, com 50 kWh e 320 km de alcance.
Oportunidade ou risco? Analisando o mercado de elétricos usados
A queda nos preços dos elétricos usados em 2026 reflete dois fenômenos: a saturação do mercado de seminovos, impulsionada pela chegada de novos modelos chineses, e a desvalorização de modelos que não acompanharam a evolução tecnológica. Enquanto o Kwid E-Tech oferece custo-benefício atraente para quem busca entrada no segmento, opções como o Bolt e o Dolphin apresentam melhor equilíbrio entre autonomia e preço. Contudo, a depreciação acelerada e a incerteza sobre a vida útil das baterias — especialmente em modelos com mais de três anos — exigem análise criteriosa.

