Evento poderá ser observado em regiões do Hemisfério Norte, enquanto o Brasil ficará fora da faixa de visibilidade
O eclipse solar total desta quarta-feira (12) será visível em determinadas áreas da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e Portugal. Em outros pontos do Hemisfério Norte, incluindo partes do Canadá, dos Estados Unidos, da Europa e do noroeste da África, será possível acompanhar apenas um eclipse parcial, quando a Lua encobre somente uma parcela do disco solar.
O fenômeno não poderá ser observado diretamente do território brasileiro. Para permitir que o público acompanhe o evento, o Observatório Nacional fará uma transmissão ao vivo pelo YouTube a partir das 12h, no horário de Brasília. A previsão é de que o eclipse alcance seu momento máximo por volta das 14h.
Por que o eclipse não será visto no Brasil?
A ocorrência de um eclipse solar depende da posição relativa entre Sol, Lua e Terra. Durante o fenômeno, a Lua passa entre a estrela e o planeta e projeta sua sombra sobre uma área específica da superfície terrestre.
Como o satélite natural da Terra possui dimensões relativamente pequenas, essa sombra alcança uma faixa geográfica limitada. No eclipse desta quarta-feira, a região de maior cobertura estará concentrada principalmente no Hemisfério Norte, abrangendo áreas como Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal.
O Brasil, por estar majoritariamente no Hemisfério Sul, permanece fora da faixa em que o eclipse total poderá ser observado. Dessa forma, a possibilidade de acompanhar um eclipse solar depende diretamente da posição dos três corpos celestes e da localização do observador na superfície terrestre.
Como assistir ao eclipse solar?
Quem estiver no Brasil poderá acompanhar o fenômeno por meio da transmissão realizada pelo Observatório Nacional em suas redes sociais. A programação terá início às 12h, enquanto o momento de maior intensidade do eclipse está previsto para aproximadamente 14h.
A transmissão permitirá acompanhar o evento astronômico mesmo nas regiões que não terão visibilidade direta.
Como ocorre um eclipse solar?
O eclipse solar é resultado de um alinhamento específico entre o Sol, a Lua e a Terra. A posição dos três corpos no espaço, assim como as distâncias envolvidas e suas respectivas órbitas, determina a forma como a sombra lunar será projetada e quais localidades poderão observar o fenômeno.
A parte mais escura da sombra, na qual a luz do Sol é completamente bloqueada, recebe o nome de umbra. Ao redor dela fica a penumbra, região em que apenas uma parcela da luminosidade solar é encoberta.
Tanto eclipses solares quanto lunares estão relacionados a determinados alinhamentos entre Sol, Terra e Lua. No entanto, esses eventos não ocorrem todos os meses porque a órbita lunar apresenta uma inclinação em relação ao plano da órbita terrestre ao redor do Sol.
Quais são os tipos de eclipse solar?
Os eclipses solares são classificados principalmente em três categorias: total, anular e parcial. A classificação depende do grau de alinhamento entre os corpos celestes e da distância da Lua em relação à Terra no momento do fenômeno.
No eclipse solar total, a Lua se posiciona de maneira a encobrir completamente o disco do Sol para os observadores localizados na faixa atingida pela umbra. Nessa situação, a estrela fica temporariamente escondida. De acordo com o Observatório Nacional, um eclipse desse tipo ocorre, em média, a cada 18 meses em alguma região do planeta.
O eclipse anular acontece quando a Lua está em seu apogeu, ou seja, no ponto de sua órbita mais distante da Terra. Nessa condição, o satélite aparenta ter um tamanho menor do que o Sol e não consegue cobrir completamente seu disco. Como resultado, permanece visível uma borda luminosa ao redor da Lua, característica que dá origem ao chamado “anel de fogo”.
Já o eclipse parcial ocorre quando o alinhamento entre Sol, Lua e Terra não é completo. Nesse caso, somente uma parte do disco solar é encoberta, fazendo com que o Sol apresente uma aparência semelhante à de uma meia Lua.
Como observar um eclipse solar com segurança?
A observação direta do Sol exige cuidados específicos para evitar lesões nos olhos. O Observatório Nacional recomenda o uso de filtros certificados e desenvolvidos especificamente para observação astronômica segura.
Óculos de sol convencionais, chapas de raio-X e filtros improvisados não são considerados meios adequados para proteger a visão durante a observação do fenômeno. Entre as alternativas indicadas por especialistas estão os óculos próprios para observação solar e os vidros de soldador número 14.
Quando haverá um eclipse solar total visível no Brasil?
De acordo com o Observatório do Clima, eclipses solares totais ou anulares ocorrem, em média, uma vez por ano em algum ponto da Terra. Apesar disso, a área de visibilidade desses fenômenos é restrita, o que faz com que eclipses dessa natureza pareçam eventos raros para quem observa a partir de uma determinada região.
No Brasil, a próxima oportunidade de acompanhar um eclipse solar total está prevista para 12 de agosto de 2045, daqui a 19 anos. O fenômeno deverá ser observado integralmente em partes de estados das regiões Norte e Nordeste.
Nas demais áreas do país, a previsão é de que o eclipse possa ser acompanhado de maneira parcial.



