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Crescimento de 86% em 2025: China domina mercado global de caminhões e ônibus elétricos

Redação
20 de agosto de 2026 às 06:44
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Crescimento de 86% em 2025: China domina mercado global de caminhões e ônibus elétricos

Foto: Reprodução

Meio milhão de unidades e expansão recorde

O mercado global de caminhões e ônibus elétricos registrou um crescimento de 86% em 2025, atingindo a marca de 500 mil unidades comercializadas, segundo dados do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT). O avanço superou as projeções anteriores e consolidou a eletrificação como tendência irreversível no setor de transporte pesado.

China: o motor do crescimento global

A China foi responsável por 89% das vendas totais no segmento, com as transações de caminhões médios e pesados mais do que quintuplicando em dois anos. A política agressiva de incentivos governamentais, aliada à infraestrutura de carregamento expandida, criou um ecossistema favorável à adoção em massa. Enquanto isso, nos Estados Unidos, as vendas de veículos elétricos pesados seguiram ritmo moderado, sem romper a barreira de 10% do total global.

União Europeia e Índia: mercados emergentes em ascensão

Excluindo China e Estados Unidos, os ônibus elétricos representaram 56% das vendas de veículos médios e pesados com emissão zero. A União Europeia liderou com cerca de 9.800 unidades comercializadas, enquanto a Índia registrou 5.000 unidades, impulsionada por políticas públicas de redução de poluentes em grandes cidades como Nova Delhi e Mumbai. A Europa, especialmente Alemanha e França, destacou-se pela conversão de frotas municipais e logísticas.

Baterias e infraestrutura: gargalos persistentes

Apesar do crescimento exponencial, o segmento ainda enfrenta desafios estruturais. O custo elevado das baterias de alta capacidade limita a competitividade em longas distâncias, e a expansão da rede de carregamento ainda não acompanha a demanda em regiões menos desenvolvidas. Especialistas projetam que, sem avanços tecnológicos significativos nos próximos dois anos, a transição para 100% de eletrificação poderá enfrentar retração em mercados fora da China.