País teve redução nos roubos, mas Rio de Janeiro destoou da tendência e apresentou aumento nas ocorrências
Os crimes de roubo e furto de celulares atingiram 830.890 pessoas no Brasil ao longo de 2025, o que representa uma média de aproximadamente 95 aparelhos subtraídos por hora. Apesar da retração de 12,7% em comparação com o ano anterior, esse tipo de delito continua entre os principais desafios da segurança pública brasileira, especialmente nos grandes centros urbanos. Sozinha, a cidade de São Paulo concentrou 20% de todos os registros nacionais, embora reúna apenas 5,6% da população do país.
Os dados integram o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado na quarta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Conforme o levantamento, foram contabilizados 308.723 roubos de celulares em 2025, número 18,6% inferior ao registrado em 2024. Já os furtos totalizaram 483.561 ocorrências, apresentando um discreto crescimento de 0,9% no mesmo período.
Queda foi registrada em quase todo o país
O estudo revela que a redução nos roubos de celulares ocorreu em 26 unidades da Federação. O Rio de Janeiro foi o único estado a registrar avanço nesse tipo de crime, com aumento de 19,4% em relação ao ano anterior.
No caso dos furtos, o cenário nacional permaneceu praticamente estável, sem variações significativas, indicando que esse tipo de ocorrência continua recorrente em diversas regiões brasileiras.
São Luís lidera ranking entre cidades com mais de 100 mil habitantes
Entre os municípios brasileiros com população superior a 100 mil habitantes, São Luís (MA) apresentou a maior taxa de roubos e furtos de celulares do país, com 1.517 aparelhos subtraídos para cada 100 mil habitantes.
Na sequência do ranking aparecem Belém (PA), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Lauro de Freitas (BA), municípios que também registraram elevados índices desse tipo de crime ao longo de 2025.
Roubo de celulares favorece fraudes e amplia sensação de insegurança
Na avaliação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o impacto dos roubos e furtos de celulares vai muito além das perdas materiais. Os aparelhos armazenam dados pessoais, informações bancárias, documentos digitais e mecanismos de autenticação, tornando-se instrumentos que podem facilitar a prática de outros delitos, como golpes financeiros e estelionatos.
Diante desse cenário, os pesquisadores apontam que esse tipo de crime contribui diretamente para o aumento da sensação de insegurança entre a população e deverá ocupar posição de destaque nas discussões sobre segurança pública durante o processo eleitoral de 2026.
Combate ao mercado ilegal depende de cooperação internacional
O relatório também destaca que iniciativas voltadas ao bloqueio de aparelhos roubados e à integração de bancos de dados podem reduzir a receptação e dificultar a circulação de celulares de origem ilícita.
Entretanto, o estudo ressalta que a efetividade dessas medidas depende da cooperação entre diferentes países. Segundo o documento, enquanto aparelhos bloqueados no Brasil continuarem podendo ser comercializados ou utilizados no exterior, o mercado ilegal seguirá encontrando formas de manter suas atividades.

