Registro histórico das Luzes do Sul em 8 de junho de 2026
Nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, a astronauta da NASA Jessica Meir documentou um dos mais espetaculares fenômenos naturais do planeta: as Luzes do Sul (Aurora Australis), registradas em um time-lapse capturado a bordo da nave SpaceX Dragon. A gravação, transmitida em alta definição, revela a dança de cores verdes e violetas sobre o continente antártico, onde as partículas carregadas do Sol colidem com a atmosfera terrestre, guiadas pelo campo magnético do planeta.
As Luzes do Sul: um espetáculo menos observado, mas igualmente intenso
Embora as Auroras Austrais sejam tão comuns quanto as Luzes do Norte (Aurora Boreal), sua visibilidade é limitada pela escassez de observadores em latitudes próximas ao Polo Sul. Diferentemente de seus equivalentes no Hemisfério Norte, que iluminam regiões populadas como a Noruega, Islândia ou Canadá, as Luzes do Sul ocorrem predominantemente sobre áreas remotas da Antártida, a Ilha Geórgia do Sul ou a Tasmânia, durante períodos de alta atividade solar.
Ciência por trás do fenômeno: quando o Sol encontra o campo magnético terrestre
O time-lapse de Meir oferece uma perspectiva única para analisar o processo físico que origina as auroras. Os elétrons e prótons ejetados pelo Sol, ao atingirem a magnetosfera terrestre, são canalizados em direção aos polos magnéticos. Ao colidirem com moléculas de oxigênio e nitrogênio na alta atmosfera, esses partículas liberam energia em forma de luz, criando os padrões luminosos que encantam observadores — e agora, registrados com tecnologia de ponta.




