Representada pela presidente da Câmara Setorial Temática Indígena, Paloma Velozo, ALMT participa de debates sobre direitos, proteção às mulheres, segurança alimentar e autonomia econômica das comunidades tradicionais
A valorização das lideranças femininas indígenas e a construção de políticas públicas voltadas à proteção dos povos originários estarão no centro dos debates do 1º Encontro das Mulheres Indígenas do Cerrado de Mato Grosso. A programação começa nesta terça-feira (27) e prossegue até quinta-feira (29), na Aldeia Pakuera, localizada no município de Paranatinga, a aproximadamente 379 quilômetros de Cuiabá.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participa da iniciativa por meio da presidente da Câmara Setorial Temática (CST) Indígena, Paloma Velozo, que representará o Parlamento estadual nas discussões destinadas a ampliar a participação das mulheres indígenas nas decisões que afetam seus territórios e suas comunidades.
Promovido pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), o encontro pretende consolidar um espaço de articulação entre representantes das comunidades tradicionais, com atenção especial aos desafios relacionados à saúde, à garantia de direitos, à segurança alimentar e à independência financeira das mulheres.
Mulheres indígenas no centro das decisões
Ao longo dos três dias de programação, as participantes terão a oportunidade de compartilhar experiências, apresentar reivindicações e construir propostas para enfrentar problemas que comprometem a qualidade de vida nas aldeias.
A iniciativa também busca ampliar a visibilidade das demandas femininas e reconhecer o papel desempenhado pelas mulheres na preservação da identidade cultural, na organização comunitária e na defesa dos direitos coletivos.
Para Paloma Velozo, a mobilização representa uma oportunidade de fortalecer a participação das indígenas na formulação de soluções para questões diretamente relacionadas à realidade de seus povos.
“Esse encontro é importante porque fortalece a voz das mulheres indígenas, que conhecem de perto os desafios enfrentados em seus territórios”, comentou Paloma.
Combate à violência e autonomia econômica estão entre as prioridades
Entre os principais assuntos previstos estão os mecanismos de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres, a ampliação das oportunidades de geração de renda e a busca por condições que assegurem maior autonomia econômica às famílias indígenas.
As rodas de conversa permitirão identificar dificuldades específicas enfrentadas pelas comunidades, considerando as particularidades culturais e territoriais dos diferentes povos participantes.
As contribuições apresentadas durante o encontro serão sistematizadas em um conjunto de propostas que deverá servir de referência para futuras interlocuções com órgãos governamentais e instituições responsáveis pela implementação de políticas públicas.
A expectativa é que as discussões contribuam para aproximar as reivindicações das comunidades dos espaços institucionais de decisão, favorecendo a construção de iniciativas compatíveis com suas necessidades e tradições.
Presença da ALMT amplia diálogo com os povos originários
A participação da Câmara Setorial Temática Indígena integra o trabalho de aproximação institucional desenvolvido pela Assembleia Legislativa com as comunidades tradicionais de Mato Grosso.

O colegiado atua como espaço de escuta, discussão e encaminhamento de demandas relacionadas aos direitos indígenas, buscando estabelecer canais permanentes de interlocução entre representantes dos povos originários e o Poder Legislativo.
Na avaliação de Paloma Velozo, a presença parlamentar em encontros dessa natureza é fundamental para assegurar que as reivindicações sejam compreendidas a partir da realidade vivenciada pelas próprias comunidades, respeitando suas formas de organização social e seus conhecimentos ancestrais.
“A Assembleia Legislativa precisa estar presente nesses espaços para ouvir, respeitar os conhecimentos tradicionais e contribuir para que as demandas das comunidades se transformem em políticas públicas”, destacou.
A realização do primeiro encontro dedicado às mulheres indígenas do Cerrado mato-grossense também evidencia a importância de ampliar os espaços de representação feminina, especialmente nas discussões sobre direitos, desenvolvimento sustentável e preservação das tradições dos povos originários.
Com a participação da ALMT, a iniciativa fortalece o diálogo entre as lideranças indígenas e o poder público, tendo como perspectiva transformar as demandas apresentadas durante os debates em encaminhamentos institucionais e ações concretas em benefício das comunidades.
( Com Aline Coêlho/ ALMT )




