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ASCO 2026: Novas terapias contra câncer de mama dispensam quimioterapia e reduzem agressividade do tratamento

Redacao
27 de julho de 2026 às 11:58
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ASCO 2026: Novas terapias contra câncer de mama dispensam quimioterapia e reduzem agressividade do tratamento

Foto: Reprodução NYT

Terapias direcionadas eliminam quimioterapia em casos específicos

Na última edição do congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizada em junho de 2026, o estudo OPTIMA revolucionou o protocolo de tratamento para pacientes com câncer de mama luminal — subtipo que responde a hormônios e não apresenta super expressão da proteína HER-2. O teste Prosigna, realizado diretamente no tecido tumoral, passa a permitir que oncologistas identifiquem mulheres com baixo risco de recidiva, dispensando a quimioterapia adjuvante tradicional. A descoberta impacta especialmente mulheres pré-menopáusicas, para as quais a abordagem agressiva muitas vezes gerava efeitos colaterais severos sem benefício comprovado.

Medicina de precisão ganha escala com novos medicamentos

Avanços farmacológicos apresentados na ASCO 2026 incluem inibidores seletivos de ciclina (CDK4/6) combinados a terapias hormonais, que demonstraram reduzir em até 30% a progressão da doença em comparação aos tratamentos convencionais. Além disso, anticorpos monoclonais direcionados contra alvos específicos, como o receptor de fator de crescimento epidermal (EGFR), ampliam as opções para casos metastáticos resistentes. Tais inovações vêm sendo incorporadas gradualmente nos sistemas de saúde pública e privada, com protocolos atualizados já em 2026.

Estilo de vida emerge como ferramenta de prevenção e suporte

A incorporação de hábitos saudáveis ao tratamento ganhou respaldo científico no congresso. Pesquisas recentes confirmam que a dieta mediterrânea — rica em azeite de oliva, peixes e vegetais — reduz em 25% o risco de recidiva em mulheres diagnosticadas com câncer de mama. O uso de dispositivos para controle de peso, como canetas injetáveis de semaglutida, também foi destacado como adjuvante no manejo de pacientes com obesidade, condição associada a pior prognóstico. Especialistas reforçam, no entanto, que tais medidas complementam — e não substituem — os tratamentos oncológicos convencionais.