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Agro brasileiro atinge marco histórico em maio: 50,2% das exportações nacionais e US$ 16 bilhões em receitas

Redacao
12 de junho de 2026 às 13:22
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Agro brasileiro atinge marco histórico em maio: 50,2% das exportações nacionais e US$ 16 bilhões em receitas

Foto Reprodução

Exportações do agro batem recorde absoluto em maio de 2026

O agronegócio brasileiro atingiu um marco histórico em maio de 2026, com exportações recordes de US$ 16 bilhões, um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho fez o setor responder por 50,2% de todo o valor exportado pelo Brasil no mês, segundo dados consolidados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Acumulado do ano reforça supremacia do setor: US$ 70,5 bilhões e crescimento de 4,6%

No período de janeiro a maio de 2026, as vendas externas do agronegócio atingiram US$ 70,5 bilhões, o maior volume já registrado para os cinco primeiros meses de um ano. O crescimento de 4,6% reforça a tendência de expansão do setor, que já responde por aproximadamente um terço das exportações totais do país no período. Os números indicam não apenas um recorde absoluto, mas também uma consolidação do agro como o principal pilar da balança comercial brasileira, mesmo em um cenário global de incertezas econômicas.

Volume e preços impulsionam superávit recorde: queda nas importações agrava balança positiva

Analisando os componentes do desempenho de maio, observa-se que o volume exportado cresceu 3,6% em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto os preços médios subiram 4,4%. Do outro lado da equação comercial, as importações de produtos agropecuários caíram 3,6%, totalizando US$ 1,6 bilhão. O resultado foi um superávit de US$ 14,4 bilhões, 9,7% superior ao registrado em maio de 2025 — o maior para o período desde o início da série histórica analisada.

China mantém liderança, mas EUA registram queda expressiva em compras

A China consolidou sua posição como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com US$ 6,3 bilhões em maio — um crescimento de 12,8% e representando quase 40% de todo o valor exportado pelo setor no período. A União Europeia manteve a segunda posição, com US$ 2,4 bilhões (15% do total) e alta de 5,4%. Por outro lado, os Estados Unidos registraram queda de 28% nas compras, somando US$ 837 milhões e representando apenas 5,2% do total exportado pelo agro em maio. A redução na demanda americana, combinada ao desempenho chinês, reflete não apenas dinâmicas comerciais específicas, mas também possíveis ajustes geopolíticos e de política externa que podem impactar o setor nos próximos meses.

Perspectivas para 2026: clima, custos e juros como principais variáveis de risco

Apesar do cenário positivo, especialistas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alertam para desafios que podem comprometer o ritmo de crescimento nos próximos meses. Entre os principais riscos estão as condições climáticas adversas, que já começam a afetar safras em algumas regiões, e a manutenção de juros elevados, que pressionam os custos de produção. Além disso, a volatilidade nos preços internacionais de commodities agrícolas e a concorrência em mercados-chave, como o chinês, exigem monitoramento constante. Para 2026, a expectativa é de que o agronegócio continue impulsionando a economia brasileira, mas com margens cada vez mais estreitas e dependentes de fatores externos.