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(crédito: Angela Weiss/AFP)

Estados Unidos preveem problemas de abastecimento até o ano que vem

O secretário de Transporte dos Estados Unidos, Pete Buttigieg, afirmou que os problemas de abastecimento continuarão “até o ano que vem” e pediu uma solução a longo prazo.

A pandemia de covid-19 provocou interrupções nas cadeias de abastecimento em todo o mundo, provocando atrasos que aumentaram os preços nos Estados Unidos. O problema é preocupante quando faltam poucas semanas para o Natal, já que alguns especialistas estimam uma escassez de produtos nas festas de fim de ano.

“Muitos dos problemas que enfrentamos este ano continuarão no ano que vem”, disse Buttigieg, ontem, à CNN. Ele explicou que a situação se deve, parcialmente, ao aumento da demanda à medida que a economia se recupera do golpe causado pela pandemia. “O problema é que (…) estão entrando quantidades recordes de mercadorias e nossa cadeia de abastecimento não consegue acompanhar o ritmo”, acrescentou.

Dezenas de navios estão atracados nos principais portos da Costa Oeste — Long Beach e Los Angeles — à espera de descarregarem. “Esses dois portos representam 40% do nosso tráfego de contêineres”, disse o ministro, acrescentando que foram tomadas medidas para descongestionar os portos.

“Agora, estão funcionando 24 horas por dia. Não é algo fácil de fazer da noite para o dia, mas foi um compromisso forte”. “Temos que abordar os problemas a longo prazo que nos tornam vulneráveis a este tipo de problema”, pediu, reforçando a necessidade de aprovação do pacote de investimento em infraestrutura do presidente Joe Biden.

China: preços em alta
O presidente do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês), Yi Gang, afirmou ontem que os preços ao produtor no país asiático devem continuar altos por mais alguns meses. Durante o seminário anual do G-30, realizado de forma virtual, o dirigente também disse que a inflação ao consumidor, por outro lado, tem se mantido “moderada”.

Em setembro, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) chinês subiu 10,7% no acumulado em 12 meses, a maior alta desde 1996, quando as autoridades chinesas começaram a divulgar o dado. Segundo Yi Gang, em geral, a economia da China está “indo bem”. Ele disse que o ritmo da retomada, após os efeitos mais severos da pandemia de covid-19, se moderou “um pouco”, mas que a tendência de recuperação se manteve.

Sobre a economia global, o dirigente afirmou que os riscos vêm da alta de preços, dos gargalos nas cadeias produtivas e da crise energética. Ele ponderou que há desafios para o crescimento do país asiático, como riscos de calote de “certas empresas”, mas não citou nominalmente a incorporadora Evergrande, que acumula mais de US$ 300 bilhões em dívidas, e disse que o PBoC está “cuidando” para que os riscos de default não se tornem algo sistêmico. Yi Gang também afirmou que a autoridade monetária quer reduzir a alavancagem no setor financeiro chinês.

 

 

Correio Braziliense