Professor, até outro dia, segundo Pai – Lição da simplicidade.

Programa paterno de feriado, levar filho para auto escola de moto, na espera, sob árvores, um senhor vendedor de salgados, 66 anos, aposentado, 2 salários e a venda de salgados, café e água, sob o escaldante sol de Cuiabá para complementar a subsistência. Um homem visivelmente sofrido.

Entre a curiosidade e pesquisa do funcionamento do negócio informal e as informações que venho capitaneando sobre uma ideia de trabalho, as horas foram passando com o simples, simpático e falante Senhor, numa conversa de quase duas horas.

A atenção aguçou quando falando de filhos, contou sobre a filha única, formada em letras numa faculdade particular, paga com o sacrifício do suor literal do dia a dia, que formada, assumiu a profissão de lecionar, passou dois anos em jornada dupla e desistiu voluntariamente, deixando a profissão acadêmica e enveredando para a iniciativa privada como representante de cosméticos.

Os motivos, descritos com a mistura de suas próprias lembranças, foram a frase que nos fizeram embrenhar pelo assunto: “professores no meu tempo eram os “segundos país”, hoje são tratados como inimigos”. Essa foi a frase do pai decepcionado com o desenrolar dos fatos e desdobramentos do sonho familiar realizado.

Episódios reiterados de desvalorização, impossibilidade de ascensão e até agressividade em salas de aula, levaram a moça a desistir da vocação. Decepção do sonho acalentado de infância.

Comparativamente Sr. Adelino, remeteu suas passagens do passado, onde era as vezes até açoitado com castigos, réguas nas mãos mas também a dedicação aos alunos, carinho e até participações pessoais em maiores flagelos de seus alunos por aqueles mestres do passado. Não existia ódio, era um tipo de amor, exemplo, maternidade fora de casa.

Entre histórias e relatos a gente vai formando opinião olhando para trás e fazendo nosso juízo de valor sobre esse presente que vem fazendo reviravoltas de comportamentos, criando novos formatos de convivência e deixando o mundo mais louco e insensível. Comum na NET ver distratos com professores que deixam indignação e revolta.

No Estado que acelera o crescimento como MT, uma das mais necessárias demandas que teremos para o futuro que estamos plantando, passa obrigatoriamente pela educação, formação profissional e a transformação das escolas e mestres em via de mão dupla entre lares e escolas. Isso é fundamental para construção de nossa força de trabalho futura e as possibilidades de sucesso individual de milhões” e para milhões.

Valorizar os professores, ensinar em casa que o respeito e a educação andam de braços dados e que aquelas figuras serão os responsáveis por transformas suas vidas, é o que temos que ensinar aos filhos de forma reiterada.

Professor é vida, conhecimento e inspiração.

Merecem atenção, respeito e aplausos.

Lembrei do Professor BASSIL de português, o cara que mudou minha concepção sobre ler e aprender.

Gratidão e carinho eternos, deve estar poetizado lá no céu e declamando com energia os versos dos grandes mestres.