Em memória aos milhares de brasileiros mortos pela Covid-19 no Brasil /foto Rio da Paz

A LENTA REDUÇÃO DE CASOS DA COVID19

Por Jeverson Missias de Oliveira * 

Após uma explosão de casos e mortes por covid nos primeiros meses do ano o programa nacional de imunização vem evoluindo. Isso tem trazido os dados estatísticos para percentuais mais baixos. Mas, ainda longe daquilo que podemos considerar ideal. Mesmo em queda, as médias diárias são assustadoramente altas e maiores do que vários países e até continentes.

Segundo a BBCNews, a Europa, África, América do Norte e Oceania têm atualmente médias móveis de mortes por covid-19 mais baixas que o Brasil. De acordo com a plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford (Reino Unido), o Brasil tem média móvel de 1.278 mil mortes por covid-19. A média móvel resulta das notificações registradas ao longo de sete dias. Ela dá uma melhor noção da evolução da epidemia do que os números divulgados diariamente, porque os dados diários flutuam bastante, por uma série de motivos.

Em contrapartida, a Europa apresenta uma média de 961 óbitos/dia, a África está com 801, a américa do norte fica com 593 e a Oceania segue com 4. Os dados vão até 13 de julho. As únicas duas regiões que superam a média brasileira de momento são Ásia (3,1 mil mortes/dia) e América do Sul (2,5 mil). No ranking das médias móveis liderado pelo brasil (1.278), a índia aparece em segundo lugar, com média de 1.028 mortes nos últimos sete dias. Na sequência, vêm estados unidos (261), México (188) e Peru (129).

 O mesmo cenário se repete se relativizarmos os números de acordo com o tamanho da população de cada país: o Brasil segue na dianteira, com uma média de 6,01 mortes por milhão de habitantes, seguido por Peru (3,9 óbitos), México (1,46), Estados Unidos (0,79) e Índia (0,74).

 No Brasil, se observa a mudança de perfil nos contágios pelas novas variantes. Chama a atenção as ocorrências com pessoas de menos de 60 anos: a taxa de internação entre os mais jovens segue alta, muito acima dos picos registrados no mesmo período do ano passado.

Isso, novamente, só atesta a importância dos imunizantes e a urgência de acelerar a campanha de vacinação para proteger o maior número de pessoas o mais rápido possível.

 Além disso, é parte dos governos é importantíssimo um melhor controle de fronteiras, portos e aeroportos e um amplo programa de vigilância epidemiológica, com testagem em massa, rastreamento de contatos e isolamento de casos confirmados de covid-19.

 Já as medidas não farmacológicas não devem e nem podem ser esquecidas.

 Quais sejam:

Uso de máscaras ao sair de casa, distanciamento físico, higiene das mãos, uso de álcool gel e circulação de ar por ambientes populosos.

Eu cuido de você e você cuida de mim.

Isso é nossa tarefa diária.

Não se esqueça

* Jeverson Missias de Oliveira é Economista, Especialista em Ciências Políticas e Administração Pública, Bacharel em Direito, Radialista e Jornalista. É editor deste portal.

 

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