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A COVID19, A VARIANTE DELTA E AS NOVAS FÁBRICAS DE VACINAS.

Por Jeverson Missias de Oliveira *

É uma incógnita a evolução e as mutações do coronavírus.

Segundo alguns cientistas, não há como prever o que vem pela frente em termos de percentual de contágio e agressividade de novas cepas.

Para evitar que os países sejam estigmatizados por detectar e relatar variantes, elas são agora conhecidas como Alpha, Beta, Delta, Gama e Zeta. São todas temerosas.

Um novo estudo da direção geral de saúde inglesa (Public Health England) traz conclusões preocupantes para o reino unido e para o resto do mundo, ao constatarem que 29% dos 42 britânicos que morreram com a variante delta (indiana) da covid-19 estavam totalmente vacinados com duas doses.

O estudo, divulgado pela comunicação social britânica dias atrás, antes de o governo britânico ter adiado o desconfinamento do país por mais quatro semanas, conclui que a variante delta aumenta em 64% o risco de transmissão familiar quando comparada com a variante alpha. Os cientistas acreditam também que esta variante é 40% mais contagiosa.

No entanto, o órgão considera “encorajador” observar que a progressão da variante não é acompanhada por um aumento das hospitalizações nas mesmas proporções. A variante delta é dominante no reino unido, representando já 90% dos casos. 

Pelo lado de cá boas notícias com a aprovação na câmara dos deputados do projeto do senador Wellington Fagundes(PL/MT), que autoriza a fabricação de vacinas contra a covid-19 para a imunização humana em plantas industriais de medicamentos veterinários.

De acordo com o parlamentar, a situação do brasil diante da vacinação exige que adotemos uma postura incansável e contundente, e a fabricação de imunizante está ao nosso alcance. Podemos e temos condições de produzir imunizantes em quantidade suficiente para atender toda a nossa população.

Segundo Wellington, a inclusão das fábricas de produtos de saúde animal na produção de vacinas contra a covid-19 permite, mediante transferência de tecnologia, adicionar em torno de 400 milhões de doses em apenas 90 dias. O projeto volta para o senado para nova tramitação e brevemente deverá ser aprovado.

Ainda no âmbito do congresso nacional, segue para a Câmara dos Deputados o projeto, já aprovado no Senado da República, que prevê a criação do Passaporte Nacional de Imunização e segurança sanitária (PSS).

O documento é inspirado no certificado verde digital, criado pela união europeia e tem como objetivo permitir que as pessoas vacinadas ou que testaram negativo para covid-19, ou outras doenças infectocontagiosas, possam voltar a frequentar locais com grande concentração de público. 

Ao ser perguntado a respeito do projeto, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que, caso seja aprovado pela câmara, ele vetará.

Mesmo que o presidente venha a vetar, o projeto não será extinto. O Congresso Nacional, em sessão conjunta, tem o prazo de 30 dias para darem o veredito, se derrubam ou não, o veto presidencial.

Na visão do presidente, a aprovação do documento seria o mesmo que obrigar a população a se vacinar, coisa que Bolsonaro é contra.

* Jeverson Missias de Oliveira é Economista, Especialista em Ciências Políticas e Administração Pública, Bacharel em Direito, Radialista e Jornalista. É editor deste portal.

 

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