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- Foto Divulgação.

Chineses estudam transferir tecnologia para produzir vacinas em laboratórios do agro

Plantas industriais reúnem capacidade e tecnologia para produzirem até 400 milhões de doses de vacina

Dois grandes laboratórios chineses iniciaram tratativas para transferir tecnologia que permita a produção de vacinas contra a COVID-19 no Brasil. A produção está sendo negociada com os laboratórios de saúde animal, articulados pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da Comissão Temporária do Senado.

Documento do Sindicato Nacional das Indústrias de Saúde Animal (Sindan) indicam que os laboratórios brasileiros reúnem capacidade e tecnologia para produzir até 400 milhões de doses de vacina. O ciclo estimado de produção seria de 90 dias a partir da transferência de tecnologia.

O anúncio das tratativas com os chineses foi feito pelo senador do PL de Mato Grosso durante reunião da CT COVID-19. Os senadores reuniram governadores e prefeitos para tratar  sobre as maiores dificuldades ainda persistentes nos Estados e municípios no enfrentamento à pandemia.

A transferência de tecnologia tem se constituído como maior empecilho para o Brasil avançar na produção de vacinas em quantidade suficiente para atender rapidamente a demanda nacional. Atualmente, a vacina que chega ao brasileiro está restrita ao Instituto Butantan e Fundação Oswaldo Cruz, que fazem envase, respectivamente, das vacinas Coronavac e Astrazeneca.

“A pedido dos interessados ainda não é possível revelar detalhes dessas negociações, mas temos grande expectativa que dê certo,  pois precisamos produzir a vacina rapidamente e evitar que as mortes continuem se alastrando em nosso país” – disse Fagundes, que enalteceu a ação dos governadores em busca de imunizante em todo o mundo.

Esta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve dar prosseguimento à inspeção aos laboratórios do agro. Até agora, a agência esteve em duas unidades, da Ceva Brasil, em Juaruba (MG) e Ouro Fino, em Ribeirão Preto (SP). Os técnicos deverão conhecer as instalações da Merck Sharp & Dome, em Valinhos, e da Boeringher, em Paulínia, ambas em São Paulo.

Na reunião da CT, os gestores estaduais  solicitaram ao Senado apoio diplomático para liberação do IFA (ingrediente farmacêutico ativo) por países que detêm esse insumo. Eles também pediram atenção na manutenção dos financiamentos e planejamento logístico para assegurar a estrutura da rede de saúde, a fim de evitar novos colapsos no atendimento.

Com informações da Assessoria