Foto GloboNews/Reprodução

O MELHOR DO BRASIL É O BRASILEIRO

Por Jeverson Missias de Oliveira *

 

As estatísticas divulgadas diariamente não mostram o outro lado da pandemia. São milhões de famílias em insegurança alimentar. Pessoas desempregadas, em subemprego e outras tantas em vulnerabilidade.

É impossível calcular o tamanho da tragédia causada pelo corona vírus nas favelas, periferias e territórios de povos indígenas e quilombolas mais pobres do brasil, se não houvesse quem se mobilizasse durante a pandemia para ajudar a suprir as necessidades imediatas dessas populações. Mas uma coisa é certa: o impacto do vírus teria sido muito mais devastador.

São muitas as ações sociais, quer seja as encampadas pelos governos ou por iniciativa de empresas e/ou grupo de pessoas que se unem, formando elos de uma corrente necessária nesse momento.

Há uma grande movimentação de pessoas, entidades sem fins lucrativos e empresas que estão doando de alimentos a máscaras para essa parcela da população.

Distribuição de alimentos, doação de produtos de higiene pessoal e consultas gratuitas são algumas das ações solidárias que se espalham pelo país. São cidadãos e instituições se unindo para enfrentar e superar uma das maiores crises de saúde pública do mundo.

Nenhum estado da federação ou nenhum dos mais de cinco mil municípios estão fora das campanhas encabeçadas por primeiras-damas com esse intuíto de arrecadar e distribuir alimentos. Pena que muitos desses são revestidos mais de promoção pessoal do que promoção social.

Lançado há quase dois anos, o programa Pátria Voluntária segue firme, bombando, nas redes sociais da primeira-dama Michele Bolsonaro, que coordena a iniciativa.

No mundo real, porém, o programa praticamente não recebe novas doações desde julho do ano passado. Dados do próprio governo mostram que o Pátria Voluntária gastou, até agora, mais com propaganda do que destinou em doações.

Até março deste ano, o governo empregou r$ 9,3 milhões para divulgar o Pátria. Foram r$ 9,039 milhões em publicidade e mais r$ 359 mil para manter no ar o site do programa. E a arrecadação foi não chegou na casa de seis milhões. Uma diferença a menor de mais de 3 milhões.

O que está bem claro é que novo corona vírus reafirmou a urgência das pessoas serem mais complacentes e solidárias.

Por natureza o brasileiro, em situações difíceis, tem facilidade em dividir o que tem.

Se puder, faça isso pessoalmente, ou entre em contato com uma instituição sem fins lucrativos e faça sua doação. Mesmo que seja pouco. O pouco para vo é muito para quem não tem.

A solidariedade de um povo é a maior riqueza que um país tem.

E O MELHOR DO BRASIL É MESMO O BRASILEIRO!

* Jeverson Missias é Economista, Bacharel em Direito, Especialista em Administração Pública e Ciências Políticas, Radialista e Jornalista, Editor desse site.

 

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