Foto Reprodução

O DESCONTROLE É TOTAL

Por Jeverson Missias de Oliveira *

 

Não poderíamos meses atrás imaginar que teríamos no Brasil tamanho recrudescimento de casos de corona vírus.

Ontem o Brasil registrou recorde de 4.195 novas mortes por covid-19 e prenuncia um abril “trágico”.

Em função da semana santa os dados foram represados e nos mostrou cerca de 86979 casos.

Desde o início já contabilizamos mais de 13 milhões de casos e a indesejável marca de 337 mil casos. É certo que o índice de recuperados é alto. Mas, não precisamos de tantas perdas.

O ritmo de transmissão está assustadoramente alto e a vacinação embora caminhado, está em um ritmo ainda aquém do que seria desejável. Pouco mais de 16 % dos adultos acima de 18 anos receberam pelo menos a primeira dose do imunizante.

Por conta disso alguns epidemiologistas estão cogitando a possibilidade de chegarmos logo – logo a marcas acima de 5 mil óbitos diários.

O que fazer? Hospitais cheios sem acomodação e insumos para tratar novos casos?

A esperança de todos nós é a vacina. Estamos todos confiantes que assim que o ritmo de produção e distribuição estiver em níveis desejados possamos respirar um pouco mais aliviados.

Entretanto em alguns lugares onde uma quantidade considerável de habitantes recebeu a vacina nos mostra números díspares.

O Chile, por exemplo, vive o pior momento da pandemia, com mais de 8.000 contágios diários nos últimos dias e um recorde de ocupação de leitos de uti, apesar de 45% da população, 7 dos 19 milhões de habitantes, ter recebido pelo menos uma dose da vacina.

A  excessiva confiança dos cidadãos, derivada justamente da rápida campanha de vacinação, e o início desta quando as novas variantes do vírus já estavam presentes no país são apontados como causas do aumento dos casos.

Precisamos ficar atentos a isso. Campanhas de conscientização deveriam ser criadas por aqui. Uma coisa é ser vacinado. Outra é ser imunizado. A imunização acontece semanas após a segunda dose.

Não há dúvida de que mundo afora medidas severas de saúde pública, incluindo lockdown, têm se mostrado muito bem-sucedidas em diminuir a expansão dos casos. Então, essa é uma das coisas que o brasil deveria pensar e considerar seriamente, dado o período tão difícil que está passando”.

O governo federal continua repudiando essa ideia.

Pelo visto vamos continuar nos adequando a decretos de governadores, que normalmente são mais rígidos e de prefeitos que não querem ver lojas fechadas.

Enquanto isso…se puder, fique em casa

* Jeverson Missias de Oliveira é Economista, Bacharel em Direito com especialização em Ciências Políticas e Administração Pública, Radialista e Jornalista, editor deste portal.

 

VEJA VÍDEO DO YOUTUBE COM O CONTEÚDO DESSA MATÉRIA