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CONSCIÊNCIA COLETIVA

De um lado, médicos, Brasil afora estão exauridos. Fragilizados.

Li uma matéria onde uma médica de 33 anos que atuava em consultório, mas, que em função da pandemia se ofereceu a atuar na linha de frente. Ela reportou que estava no plantão havia 24 horas e a caminho de mais 12 horas no mesmo lugar.  Ela reclamava de dores de cabeça e pelo corpo, cansaço extremo e disse que estava fragilizada. Chegou a chorar enquanto pedia a colaboração da população.
Disse: “nesta manhã eu estava saindo de um plantão de 24 horas, aguardando alguém vir me render e esse alguém nunca existiu. Nossos hospitais, nossos postos, nossas U.T.Is estão sobrecarregadas. Sabe o que eu fico pensando? Hoje está um dia lindo. Eu poderia estar na praia, num parque correndo, na minha casa. Esse plantão aqui não existia nos meus planos, mas tudo bem, eu não posso abandonar o plantão pela metade, deixar sem médico. Eu não pude escolher.”

O médico Mario Peribañez Gonzalez, 50, que coordena uma equipe com cerca de 45 médicos no Instituto Emílio Ribas, em  São Paulo, em seu desabafo ao jornal Folha de São Paulo,  disse: “O pior de tudo é completar um ano de pandemia com um aumento de casos pior do que foi nos primeiros momentos, principalmente por falta de adesão às medidas sanitárias. É muito desgastante ver os “doutores” de redes sociais divulgando informações erradas e tratamentos comprovadamente ineficazes”, Gonzalez afirma:
“Somos nós que estamos lá vendo as pessoas morrerem. Cada vez que há um aumento exponencial de casos, o estresse aumenta muito, porque é preciso lidar com a escassez. Pela total ausência de adesão das pessoas, temos que lidar com situações em que enxergamos a possibilidade de faltar itens essenciais para a manutenção da vida. Participar disso é altamente estressante para qualquer ser humano. A gente vive com medo de uma cena temida, que é o dia de não ter respirador para todos, com mais gente do que pontos de oxigênio, com falta de itens essenciais para manter as pessoas intubadas sedadas.”

Do outro lado dessa história, temos uma grande parcela da população que teima em desafiar o poder de contaminação do novíssimo coronavírus, que ressurgiu mais letal.

Segundo relatos, inúmeros casos de complicações e óbitos vem acontecendo por um diagnóstico falho.

Os sintomas de contágio pela nova variante são diferentes daquela receitinha anterior, de febre, dor de cabeça, perda de olfato e ou paladar. Com a p.1, os sintomas de fase 1 tendem a ser mais brandos.

Essa foi a forma que o vírus encontrou para enganar o organismo. Silenciou bastante a invasão para se replicar ferrenhamente e acarretar uma fase 2 feroz.

Quem está acompanhando os pacientes desde o ano passado, quando a variante original era a prevalente, está vendo algo novo, parece nova doença.

Na verdade, numa situação diferenciada estamos nós, população, que pode escolher não fazer aquele churrasco com pessoas que não estão convivendo na mesma casa.

Você pode escolher adiar aquela viagem com os amigos, você pode escolher não sair com os amigos”.

O que está faltando mesmo é consciência coletiva.

* Jeverson Missias de Oliveira é Economista, Especialista em Ciências Políticas e Administração Pública, Bacharel em Direito, Radialista e Jornalista. ´E editor deste portal.

 

 

 

 

 

 

 

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