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PACTO NACIONAL

Por Jeverson Missias de Oliveira *

A cada dia a situação fica pior.

Março foi até agora o pior mês no registro de números de óbitos por covid. São dados desafiadores.

Entretanto as políticas e posturas oficiais de enfrentamento ao caos continuam as mesmas. Sem planejamento adequado. Só improvisos.

E como são as performances de nossos 03 poderes?

Uma análise, mesmo que superficial, com raríssimas exceções, nos mostra um poder legislativo acéfalo, longe da triste realidade e refém dessa inércia que acomete grande parte da nação.

Governadores e prefeitos, por falta de uma estratégia nacional, que não seja apenas a de aumentar leitos, ficam reféns de atos e decretos.

Estão sempre entre a cruz e a espada. Se tomam medidas mais radicais para conter o contato entre as pessoas, recebem pressão da atividade produtiva que necessita de lucro para sobreviver. Ficam de mãos amarradas, correndo atrás de insumos para uso em uti e oxigênio para seus doentes.

Juízes e desembargadores, brasil a fora, vem fazendo o papel de legisladores e mandatários. O rigor da lei vem impondo normas e regras de comportamento.

Não é o normal e nem o ideal.

O ideal seria o governo federal assumir o seu papel de liderança. Não basta ficar como bombeiros apagando incêndios com aumento de leitos hospitalares e editando medidas provisórias com auxílios emergenciais. Urge decisões mais encorpadas.

Mas, as coisas não acontecem por acaso. O recrudescimento dessa onda de enormes proporções que estamos vivendo tem origem na falta de visão, teima e menosprezo ao vírus.

Desse troféu o presidente Bolsonaro é o detentor inquestionável.

Mas, não adianta nessa altura dos acontecimentos e ao largo de mais de 322 mil  vidas perdidas, ficarmos apontando o dedo e culpando este ou aquele segmento.

Estamos a viver tempos de economia de guerra. Onde todos ganham menos, para ter a garantia do bem maior. A vida.

Tenho feito reiteradamente essa pergunta:

Quem são os componentes do comitê nacional de enfrentamento da crise gerada pelo coronavírus, que foi efusivamente anunciado por Jair Bolsonaro?

Não temos outro caminho que não seja o estabelecimento de um pacto nacional entre todos os segmentos da sociedade brasileira.

Ainda podemos mudar o curso dos acontecimentos.

Estamos na corda bamba. Decisões necessitam ser tomadas urgentemente. Ou fazemos um planejamento nacional com a liderança do presidente e participação de todos, ou assumimos nossa incompetência de gestão e o ônus histórico de cumplicidade com o holocausto causado pela covid.

* Jeverson Missias é Economista, Bacharel em Direito, Especialista em Administração Pública e Ciências Políticas, Radialista e Jornalista, Editor desse site.

 

 

 

 

 

 

 

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