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Às vésperas da Black Friday, movimento lança campanha contra o consumismo

Liberte o Futuro. Esse é o nome de um movimento lançado pela internet em julho, no auge da pandemia. Em tempos em que se discutia como seria o “novo normal”, o manifesto conclamava as pessoas a se negar a voltar para a antiga normalidade -injusta, desigual, destruidora do ambiente- e a imaginar um novo futuro em que queremos viver (liberteofuturo.net).
O público foi convidado a postar vídeos com propostas de antídotos para adiar o fim do mundo, para fortalecer a democracia, para evitar a destruição da natureza, usando as hashtags #liberteofuturo e #freethefuture. E, ao longo de três meses, também foram realizados laboratórios por meio de encontros virtuais sobre diferentes temas.
Um desses laboratórios discutiu o consumo e como repensar novas práticas mais conscientes e que gerem menos danos para o planeta. E agora, às vésperas da Black Friday, lançou uma campanha contra o consumismo.
A ideia é despertar uma reflexão sobre o ato de consumir e os seus impactos na vida dos indivíduos, de suas comunidades e do meio ambiente por meio de memes e hashtags como #antiblackfriday e #anticonsumismo.
Iniciativas anticonsumistas não são novas. Desde o movimento hippie nos anos 1960, passando pelas grandes manifestações anticapitalistas que começaram em Seattle no fim dos anos 1990, um número considerável de pessoas já vem falando sobre a necessidade de construirmos uma sociedade mais humana e sustentável. Mas a maior parte da humanidade nunca ouviu.
A pandemia provocou uma tragédia, com cerca de 1,3 milhão de mortes até agora, e uma crise econômica global gigantesca. Mas também mostrou que é possível mudar o mundo, poluir menos, desperdiçar menos, comprar o que realmente importa.
O ato de consumir é uma escolha. É hora de aproveitar este momento duro para escolher melhor. Atreva-se a imaginar um futuro diferente -e comece a criá-lo com suas pequenas e grandes escolhas.

 

Da FOLHAPRESS